Mistérios profundos

A partir do vazio que se encontra além de todos os vazios, desenvolvem-se as emanações que, semelhantes as plantas e misteriosas sustentam o mundo. (…) Uma tal série sugere a profundidade além da profundidade do mistério do ser (…) Eles enumera os extratos espirituais conhecidos pela mente introvertida na meditação. Representam o fato de a noite escura da alma não ter fim.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 267.

AUM

A sílaba simbólica AUM, que é o equivalente verbal dos quatro estados de consciência e do seus campos de experiência. (A: Consciência vígil; U: Consciência onírica; M: Sono sem sonhos. O silêncio em torno da sílaba sagrada é Imanifesto Transcendente. (…) Assim sendo, o Deus se encontra tanto dentro como fora do adorador. (…) Dessa maneira, todos os aspectos da vida tornou-se suportes da meditação. Vive-se em meio a um sermão silencioso o tempo inteiro.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 184.

Continuum da vida

A mente meditativa está unida, na representação de mistérios, não com o corpo cuja morte é apresentada, mas com o princípio da vida contínua que por algum tempo o habitou e que, durante esse tempo, foi a realidade revestida na aparência (a um só tempo, sofredor e causa secreta), o substrato em que o nosso eu se dissolve quando a “tragédia que desfigura a face do homem” despedaça, esmaga e dissolve nossa capa mortal.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 33.