O Templo

“O Templo – O Templo é sem dúvida o centro de Israel. É nele que todos os judeus, também os da Dispersão, devem se reunir para prestar culto a Deus. No Templo habita o Deus único, santo, puro, separado, perfeito. Por natureza, os seres humanos e as coisas são profanos, impuros, banais, imperfeitos. A única forma de se purificar é aproximar-se de Deus. O homem se torna mais puro quanto mais perto estiver de Deus; quanto mais distante, mais impuro. Percebe-se, então, o poder dos sacerdotes na sociedade judaica: são eles que estão mais perto de Deus e, consequentemente, cabe a eles decidir sobre o que é puro e impuro e também o que fazer para se purificar. Essa autoridade dos sacerdotes sobre o povo acaba legitimando e reforçando o Templo, que se torna não só o centro religioso, mas também o centro econômico e político. É por isso que no tempo de Jesus o Templo possui imensas riquezas (o Tesouro) e toda a cúpula governamental age a partir daí (o Sinédrio). Desse modo, a casa de oração e ofertas a Deus se torna um imenso banco e lugar de poder político. Em outras palavras, a religião se torna instrumento de exploração e opressão do povo.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56454.

Por Que Contendais Com Este Homem?

“Nicodemos disse: Eu disse aos anciãos, sacerdotes e levitas e a toda a multidão de judeus na sinagoga: Por que contendais com este homem? Este homem faz muitos e maravilhosos sinais, que nenhum homem fez, nem fará; deixe-o em paz e não lance nenhum mal contra ele; se os sinais que ele faz são de Deus, permanecerão; mas se forem de homens, eles vão dar em nada.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 302.

Blasfêmia Contra Deus

“Os anciãos, os sacerdotes e os levitas dizem: Se alguém blasfema contra César, ele é digno de morte ou não? Pilatos diz: Ele é digno da morte. Os judeus dizem a Pilatos: Se um homem é digno de morte, se blasfemar contra César, este blasfema contra Deus.

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 283.

Percepção Inferior

“Os sacerdotes e levitas, com sua percepção inferior, eram naturalmente incapazes de discernir as qualidades de um Cristo. Sábios não teriam necessidade de interrogar uma pessoa crística, mas reconheceriam de imediato sua aura espiritual. Perguntando a João se ele era o Cristo esperado, os fariseus revelaram sua ignorância espiritual.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 113.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

Ciências Psiquicas

“As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de frescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual.

(…) os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 38-39.

Escolas Iniciáticas

“Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava.”

“Aqueles grandes mestres da Antiguidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao círculo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.”

Nota Pessoal: A razão das escolas iniciáticas

“A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas.”

“Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as
mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 36.

Ishvara e Yeshua

O nome pelo qual Jesus é identificado nos manuscritos tibetanos é Isa (“Senhor”), expresso por Notovitch como Issa. Isa (Isha) ou, por extensão, Ishvara, define Deus como o Senhor Supremo ou Criador imanente em Sua criação e transcendente a ela. Este é o verdadeiro caráter da consciência universal de Cristo/ Krishna, Kutasha Chaitanya, encarnada em Jesus, Krishna e outras almas unidas a Deus, que desfrutam de unidade com a onipresença do Senhor. É minha convicção que o título Isa foi conferido a Jesus, por ocasião do seu nascimento, pelos Sábios da Índia que vieram honrar Sua vinda à Terra.

A história antiga relata que Jesus tornou-se versado em todosos Vedas e shastras. Mas ele discordou de alguns preceitos da ortodoxia brâmane. Denunciou abertamente suas práticas de intolerância de castas, muitos dos rituais sacerdotais e a ênfase na adoração de vários deuses em forma de ídolos em vez da reverência exclusiva ao Espírito Supremo único, a pura essência monoteísta do Hinduismo, que havia sido obscurecida por conceitos ritualistas externos.

Nota: (…) Maria e José receberam instruções de um anjo no sentido de que a criança divina deveria se chamar Yeshua, “salvador” (em grego, lêsous; em ingles, Jesus ” (…)  A palavra hebraica Yeshua é uma contração de Yehoshua, (Javé, o Criador) é salvação”. Entretanto, o idioma de uso diário para Jesus companheiros galileus não era o hebraico, mas o dialeto aramaico, no qua nome teria sido pronunciado “Eshu”. Assim. curiosamente nome profetizado para Jesus pelo anjo, e dado a ele por sua família, era notavelmente semelhante ao antigo nome sânscrito conferido pelos Sábios do Oriente. Além das semelhanças fonéticas, há uma unidade subjacente de significado das palavras Isha e Yeshua – os dois títulos concedidos àquele venerado por milhões como “Senhor e Salvador”. (Nota da Editora).”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 95-96.

Capítulo 5: Os anos desconhecidos da vida de Jesus – estadia na Índia.

A Simplicidade dos Ensinamentos

“(…) empolga-nos reconhecer que a mesma doutrina, cujas bases Jesus assentou na rudeza e simplicidade de um Pedro, na sublimação de Madalena e na sinceridade do publicano Mateus, mais tarde, gerou um Agostinho, discípulo apaixonado de Platão e cuja eloquência, ao expor a Teologia Cristã, abalou Roma e Cartago; ou ainda, o maior filósofo da Igreja, como é Tomás de Aquino, um dos maiores gênios da Idade Média na propaganda do Catolicismo. Mas prevendo também o perigo do intelecto desgarrar-se em demasia e depois formalizar o Evangelho acima do coração humano, aristocratizando em excesso o clero responsável pela ideia cristã, o Alto recorre então ao mesmo espírito que fora o apóstolo João e o faz renascer, na Terra, para viver a figura admirável de pobreza e renúncia de Francisco de Assis. Assim, o calor cordial do sentimento purificado e a abdicação aos bens transitórios do mundo, vívidos pelo frade Francisco de Assis, reativaram novamente a força coesiva e poderosa que cimentou as bases do Cristianismo nas atividades singelas de pescadores, camponeses, publicanos e gente de mau viver. Na comunidade da própria Igreja Católica, transformada em museu de granito e mármore, cultuando as quinquilharias de ouro e prata entre a púrpura e o veludo dos sacerdotes, o Alto situou Francisco de Assis, convidando todos os eclesiásticos à volta do Cristo-Jesus da simplicidade, da renúncia e do amor.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 183.

Os Wicca

“(…) esses líderes rituais, ou Sacerdotes e Sacerdotisas, tornaram-se conhecidos como os Wicca – os “Sábios” (…) Eles não apenas conduziam os rituais religiosos, mas também deviam ter conhecimento de ervas, magia e adivinhação; eram médicos, advogados, magos, Sacerdotes.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 34.

A Cruz e a Paz

“A cruz do Salvador do Mundo, apesar do comportamento dos seus sacerdotes, é um símbolo vastamente mais democrático do que a bandeira local.

A compreensão das implicações últimas –  e críticas –  das palavras e símbolos de redenção do mundo da tradição cristã foi de tal modo deturpada, ao longo dos tumultuosos séculos que nos separam da declaração de guerra – feita por Santo Agostinho – da Civitas Dei contra a Civitas Diaboli, que o pensador moderno, desejoso de saber o significado de uma religião mundial (isto é, de uma doutrina do amor universal) deve voltar-se para a outra grande (e muito mais antiga) comunhão universal: a comunhão do Buda, na qual a principal palavra é a paz – paz pra todos os seres.

Os seguintes versos tibetanos, por exemplo, de dois hinos do poeta-santo Milarepa, foram compostos mais ou menos na época em que o papa Urbano II pregava a Primeira Cruzada:

“No seio da Cidade da Ilusão dos Seus Planos do Mundo, O Principal fator é o pecado e a ignorância nascidos das más obras;

Ali, o ser seguido dita as preferências e aversões, E jamais chega o momento de conhecer a Igualdade: Evitai, ó filho meu, as preferências e aversões.

Se realizardes o Vazio de Todas as Coisas, a Compaixão surgirá em vossos corações;
Se abandonardes todas as diferenciações entre vós mesmos e os outros, sereis dignos de servir aos outros;

E quando, no serviço dos outros, encontrardes sucesso, a mim encontrareis;

E me encontrando, alcançareis a Condição de Buda.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 152-152.