Conexão entre Mundos

” (…)

– Temos aqui unidos tipos habituais de comunicação nas ocorrências de morte. Pela persistência com que se repetem, os cientistas do mundo são constrangidos a examiná-los. Alguns atribuem esses fatos a transmissões de ondas telepáticas, ao passo que outros neles encontraram os chamados “fenômenos de monição”. Isso tudo, porém, reduz-se na Doutrina do Espiritismo à verdade simples e pura da comunhão direta entre as almas imortais.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 21.

Percepção Mental

“Dezenas de quilômetros foram instantaneamente vencidos.

(…)

– Matilde! Matilde!…

A recém-chegada tentou despertá-la, à pressa, mas em vão. Consciente de que não dispunha senão de rápidos instantes, vibrou algumas pancadas no leito da irmã, que acordou de chofre, entrando, de imediato, em sua esfera de influência.

Dona Elisa passou a falar-lhe, atormentada. Dona Matilde, contudo, não lhe escutava as palavras pelos condutos auditivos do vaso carnal e sim pelo cérebro, através de ondas mentais, em forma de pensamentos a lhe remoinharem ao redor da cabeça.

Reerguendo-se, inquieta, falou de si para consigo: – “Elisa morreu”.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 21.

A Passagem

“Incapaz de entender-se com a filha, desejou despedir-se de velha irmã que residia a longa distância.

Vimo-la, num supremo esforço, concentrando os próprios pensamentos para satisfazer a essa derradeira aspiração…

Anésia, por sua vez, sob a influência de Teonília, percebeu que a genitora atingira a estação terminal da existência terrestre e, enlaçando-a, carinhosamente, orava em pranto silencioso.

A agonizante entendeu-a, mas apenas derramou comoventes lágrimas como resposta.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 21.

Continuidade de Quem Somos

“Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar.”

“– Mas por que mergulhar, dessa forma, em prazeres dessa espécie?

– Hilário – disse o Assistente, bondoso –, o que a vida começou, a morte continua… “

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 135-143.

A Filosofia da Bruxaria

“A Arte é uma religião de amor e alegria. Ela não é sombria como o Cristianismo, com suas ideias de “pecado original”, com a salvação e a felicidade possíveis apenas na vida após a morte. A música da Bruxaria é alegre e cheia de vida, contrastando com os hinos de lamentação do Cristianismo. Por quê? Muito disso tem a ver com a empatia que os wiccanos têm com a natureza. Os primeiros povos compactuavam com a natureza por pura necessidade. Eles eram uma parte da natureza, não eram separados dela. Um animal era um irmão, assim como uma árvore. Homens e mulheres cuidavam dos campos e, em troca, recebiam alimentos para sua casa. É claro que matavam animais para se alimentar. Mas muitos animais matam outros animais para se alimentar. Em outras palavras, o ser humano era parte da ordem natural das coisas, não estava separado dela. Nem se considerava “acima” dela.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 46.

Sonhos e Vida Após a Morte

“Não é difícil ver como a crença na vida após a morte surgiu. Na raiz disso, estava os sonhos. (…)

Quando o homem dormia, ele estava, aos olhos da sua família e seus amigos, como morto. É verdade que, no sono, ele ocasionalmente se movia e respirava, mas com exceção disso, estava sem vida. Ainda assim, quando acordava ele podia contar que tinha passado a noite caçando na floresta. Podia contar que havia encontrado e conversado com amigos que, na verdade, estavam mortos. Os outros com quem ele falava podiam acreditar nele, pois também tinham vivenciado esses mesmos sonhos, Eles sabiam que ele não havia tirado os pés da caverna, mas também sabiam que ele não estava mentindo. Parecia que o mundo dos sonhos era um mundo material. Havia árvores e montanhas, animais e pessoas. Até os mortos estavam lá, parecendo imutáveis muitos anos após a morte. Nesse outro mundo, portanto, o homem devia precisar das mesmas coisas de que precisava neste mundo.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 33-34.