“(…) — Você vive pouco, menino. Nós vivemos muito. Vivemos demais. Mas ambos vivemos no tempo. Você pouco tempo, eu muito. A Imperatriz Criança já existia antes de nós. Mas não é velha. É sempre jovem. Repare. A vida dela não se mede em tempo, mas sim em nomes. Precisa de um nome novo, precisa sempre ter um novo nome. Sabe os nomes dela, menino?
(…)— Nenhum de nós — ouviu a Morla gorgolejar. — Nenhum ser de Fantásia lhe pode dar um nome novo. Por isso, não há nada a fazer.”
ENDE, Michael. A História sem fim.São Paulo: Martins Fontes, 2022, pág. 68.
