Arrependimentos…

(…) (Bronnie) Ware Passou muitos anos cuidando de gente que enfrentava a própria mortalidade. Quando perguntava as pessoas sobre seus arrependimentos, ou sobre algo que fariam diferente, descobriu temas similares em todas. Em ordem decrescente, os cinco mais comuns eram estes: gostaria de ter me deixado ser mais feliz – Demoraram muito a descobrir que a felicidade é uma escolha: gostaria de ter mantido contato com meus amigos – Falharam muito constantemente em dar-lhes o tempo e atenção que mereciam; gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos – frequentemente foi pesado demais lidar com bocas caladas e sentimentos presos, gostaria de não ter trabalhado tanto – causou muito remorso tempo demais gasto como ganhar a vida em vez de construí-lá.

Por mais duros que sejam estes arrependimentos, um outro ocupa o primeiro lugar: Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse. Sonhos semirrealizados e esperanças não concretizadas: Esse foi o arrependimento número um expresso por quem estava prestes a morrer. Como Ware colocou: “A maioria das pessoas não honrou nem metade dos sonhos e teve de morrer sabendo que isso foi causado pelas escolhas que fizeram, ou que deixaram de fazer”.

Livro de Bronnie Ware citado por Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, pp. 189-190.

O poder do propósito

O propósito também ajuda quando as coisas não estão dando muito certo. Às vezes, a vida fica difícil, e não há como evitar isso. Aponte mais alto, viva por mais tempo, e você vai deparar com momentos complicados. Tudo bem. Todos passamos por isso. Conhecer as razões pelas quais você está fazendo algo oferece a inspiração e a motivação para dar um suor extra, necessário para perseverar quando as coisas não vão bem. Manter-se firme em algum tempo suficiente para que o sucesso apareça é uma demanda fundamental para alcançar resultados extraordinários.

(…) Quando se pergunta: “Qual é a única coisa que posso fazer na minha vida que faria mais sentido para mim e para o mundo, de modo que, ao fazer ela, o restante se torne mais fácil ou desnecessário?” , Você usar o poder da única coisa para trazer propósito a sua vida..

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, p. 130

Propósito de vida

D. Henrique de Sagres abandonou as suas atividades na Terra em 1460.

Estava realizado, em linhas gerais, o seu grande destino. Da sua casa modesta da Vila-Nova do Infante, onde se encontra ainda hoje uma placa comemorativa, como perene homenagem ao grande navegador, desenvolvera ele, no mundo inteiro, um sentimento novo de amor ao desconhecido. Desde a expedição de Ceuta, o Infante deixou transparecer, em vários documentos que se perderam nos arquivos da Casa de Avis, que tinha a certeza da existência das terras maravilhosas, cuja beleza haviam contemplado os seus olhos espirituais, no passado longínquo.

Xavier, Francisco Cândido / Humberto de Campos. Brasil: Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1938, p.

Mito x realidade

Se as façanhas de uma figura histórica real proclamam-no herói, os construtores de sua lenda inventarão para ela aventuras apropriadas nas profundezas. Estas serão apresentadas como jornadas a reinos miraculosos e deverão ser interpretados como símbolos, de um lado, de descidas no mar de escuridão da psique e, de outro, de domínios ou aspectos do destino do homem que se tornaram manifestos na vida dessas figuras.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 312.

Emanações Cosmogônicas

O primeiro efeito das emanações cosmogônicas é a formação do estágio de espaço do mundo, o segundo é a produção da vida dentro da estrutura ser informada: a vida polarizada para auto-reprodução, sob a forma dual do macho e da fêmea.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 268-269.

Consciência individual e vontade universal

O alvo do mito consiste em dissipar a necessidade dessa ignorância diante da vida por intermédio de uma reconciliação entre consciência individual e vontade universal. E essa reconciliação é realizada através da percepção da verdadeira relação existente entre os passageiros fenômenos do tempo e a vida imperecível que vive e morre em todas as coisas.

“Como uma pessoa desse as roupas usadas e as troca por novas, assim também o Eu que habita o corpo desse app os corpos usados e os troca por novos. Impenetrável, incombustível, insolúvel, inabalável, esse Eu não é permeado, consumido pelo fogo, dissolvido pela água, abalado pelo feito. Eterno, mutável, imóvel, todo penetrante, o Eu é para sempre inalterável.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 232.

Símbolo Dogmático

Doutor Jung observou, sabiamente: “a função incomparavelmente útil do símbolo dogmático [consiste no fato de ele] proteger a pessoa da experiência direta de Deus, já que ela não expõe si mesma de modo prejudicial. Mas se… A pessoa deixar a casa e a família, viver muito tempo isoladamente e observar de modo excessivo o espelho negro, então o formidável evento do encontro pode deitá-la por terra. No entanto, mesmo assim o símbolo tradicional, que vem a florescer em sua plenitude ao longo do séculos, pode operar como corrente de cura e desviar a fatal incursão do Deus vivo nos espaços tornados ocos da igreja.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 201-202