Carregando a Cruz

“Era cerca de meio-dia, e a viagem de Antônia ao Gólgota (Calvário) foi realizada em uma das ruas principais, cuja extensão era de aproximadamente 8 quilômetros (…)

A maioria dos estudiosos apóia a teoria de que somente a barra horizontal ou patibulum, que pesava entre 22 e 27 quilos, era levada pelo crucarius ao local da crucificação. Relatos na literatura indicam que os romanos tinham centenas, às vezes milhares de estacas já prontas do lado de fora dos muros da cidade.

(…)

A exaustão foi acompanhada pela falta de ar, pelo fluido pleural que estava lentamente se acumulando em Seus pulmões e por um possível pneumotórax devido ao brutal açoitamento, além dos efeitos da jornada ao Calvário.

O sol do meio-dia estava forte e o suor pingava do rosto e do corpo de Jesus. O forte calor do sol e o peso da barra da cruz em Seu ombros irritados, considerando a condição em que Ele se encontra, causaram intensa fraqueza e tontura, fazendo que Ele tropeçasse, s desequilibrasse e caísse. (…) considerando-se Sua condição física, há poucas dúvidas de que Ele tenha caído inúmeras vezes antes de chegar ao Calvário. Era o exactor mortis o responsável por assegurar que crucarius não morresse antes de ser crucificado. A gravidade do estado de Jesus certamente era conhecida pelo exactor mortis. Ele tinha receio de que Jesus não se levantasse novamente e não conseguisse cumprir suas ordens assim, ordenou a Simão de Cirene, um transeunte, que carregasse o patibulum para Jesus.

Figura: 4-6

Carregando a cruz. O crucarius carregava a barra horizontal (patibulum) nos ombros ou tinha o objeto amarrado nos braços (a e b), pois a estaca (stipes) já se encontrava montada no chão, do lado de fora dos portões da cidade. Somente em raras ocasiões a cruz inteira era carregada (c).

As vestes de Jesus estavam praticamente grudadas em Seu corpo por causa do sangue coagulado nas feridas causadas pelo açoitamento, Segundo as normas romanas, a roupa era removida durante o açoitamento, mas por causa das disposições judaicas a vestimenta de Jesus foi mantida na jornada ao Calvário.(…) Fico imaginando como o soldado fez isso. Teria ele molhado o tecido para amolecer o sangue coagulado, como os médicos e enfermeiras geralmente fazem ao remover uma atadura grudada em um ferimento? (…) A roupa foi arrancada, causando surtos de dor pelo corpo de Jesus.”

ZUGIBE, M.D, Ph.D. Frederick T.  A Crucificação de Jesus: As Conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal. São Paulo: MATRIX, 2008, pág. 63-67.

 

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

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