“(…) É claro que um analista experiente não pode conhecer todos os temas mitológicos existentes, que montam a centenas de milhares. Por conseguinte, é importante educar o analista em perspectiva, para que ele não interprete os sonhos de maneira precipitada, e sim que continuamente se dê ao trabalho de procurar informações na literatura especializada dos símbolos e, além disso, precise ser treinado para saber onde procurar. Afinal de contas, o médico também tem manuais que pode consultar para obter pormenores sobre medicamentos e sintomas. Na análise junguiana, o conhecimento da mitologia é significativamente mais importante do que na análise das outras escolas. (…) Na abordagem junguiana, existe o princípio de que todo sonho expressa algo ainda desconhecido, algo novo para o paciente. Enquanto o analista está lidando com as imagens oníricas do inconsciente pessoal, um cuidadoso registro das associações do paciente frequentemente é suficiente. Mas, no caso das imagens arquetípicas, as pessoas amiúde têm muito pouco a dizer sob a forma de uma associação. Neste caso, é necessário procurar um material mitológico objetivamente comparável.
(…) Por mais inteligente que um analista insensível possa ser, nunca vi nenhuma pessoa desse tipo curar alguém!”
FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 325.
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