“(…) Entre outras coisas, o castelo é conhecido símbolo de Maria (…)
Os pacientes às vezes descrevem o momento da explosão da esquizofrenia como um tiro de pistola ressoando na cabeça ou como se algo estivesse rasgando-se. A ideia da mente de uma pessoa “rachando” também está relacionada com esse tipo de evento afetivo. É o excesso de afeto que faz com que as questões assumam um mau curso irreversível sob a forma de uma ação agressiva ou insana, ou de uma decisão fatal. Na vida da coletividade, isso corresponde a uma declaração de guerra ou a um ataque militar.
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Mas a comunista Sra. Ayon, que está cozinhando as substâncias, só está tentando mostrar dessa maneira que Maria é o fantasma de uma bruxa, ou seja, uma ilusão criada pelos seres humanos, que é, na verdade, o que os comunistas diziam a respeito dos símbolos religiosos e no que a mulher que teve o sonho também esteve, em certa época, disposta a acreditar. Porque, se isso é verdade, o ego não precisa se colocar a serviço do processo interior, mas, fazendo um gesto ilusório de poder, pode fingir que está no controle de todas as situações e que pode passar sem elas, se quiser.
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Traçar o círculo protetor é, de fato, o mais antigo gesto religioso do homem, com o qual ele tem se protegido, desde tempos imemoriais, contra as influências que ameaçam desintegrar a psique, como os afetos, os falsos ideais e outros “espíritos malignos”.”
FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 277-280.
A atitude religiosa ou mágica diante do inconsciente
