Contemplar Deus Corpo do Outro

” A pessoa espiritual contempla Deus não apenas em seu próprio corpo, mas também no corpo dos demais. (…) Tudo o que uma pessoa de natureza divina faça por alguém, ela sente que por meio de tal ação está desapegadamente fazendo algo por si mesma em outro corpo – assim como se troca o anel de um dedo para outro.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 525.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Tríplice Natureza

“A educação mental correta deveria dar a cada indivíduo pelo menos o bom senso para discernir quais métodos adotar de modo a cumprir uniformemente todos os deveres físicos, mentais e espirituais estimados como necessários para trazer verdadeira felicidade. É infrutífera a disposição mental que torna unilateral o indivíduo – material, intelectual ou espiritualmente. O cumprimento de um dever não precisaria excluir outros deveres importantes. A unilateralidade é uma fórmula segura para o infortunio. Ela cria uma dolorosa escassez nos outros aspectos de nossa tríplice natureza.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 472.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Ciências Psiquicas

“As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de frescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual.

(…) os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 38-39.

O Problema dos Dogmas

“(…) a libertação religiosa pregada por Kardec data apenas de um século. Muitas almas, ingressando no Espiritismo, ainda sentem certa dificuldade para se ajustarem completamente aos novos ditames espirituais da nova doutrina, pois a influência de quinze séculos de submissão dogmática à teologia sacerdotal de todos os povos, não pode ser dissipada em algumas dezenas de anos. Allan Kardec, o cérebro libertador da escravidão religiosa, ainda não foi integralmente compreendido em sua ousadia espiritual, quando enfrentou os dogmas seculares que ainda hipnotizam muitas almas temerosas da Verdade.

(…)

Não há mérito nem demérito em admitir ou recusar tal concepção, pois ante o tribunal de Justiça divina, “a cada um será dado conforme suas obras, e não segundo a sua crença.

(…)

Se Jesus exigisse um corpo fluídico, semelhante privilégio implica na a condenação do mecanismo da procriação, mediante a qual Deus proporciona o beneficio da vida humana no orbe.

A lei divina da preservação da espécie é um fenômeno tão sublime e digno de respeito como os demais fenômenos ou maravilhas do Universo. O seu aspecto deprimente em face do conceito humano é produto exclusivamente da mentalidade animalesca do próprio homem, que subverte a ordem natural de uma técnica criadora em atos condenáveis de lubricidade.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 84-85.

Natureza do Corpo de Jesus

“Havendo duas teorias quanto à natureza do corpo de Jesus, a carnal e a fluídica, podeis dizer nos algo a esse respeito?

(…) o nascimento do Mestre obedeceu às leis comuns da genética humana. Seu organismo era realmente físico. Evidentemente, tratava-se de um organismo isento de qualquer distorção patogênica própria ou hereditária, pois descendia da mais pura linhagem biológica das gerações passadas.

(…)o cabal desempenho da missão de Jesus no ambiente do vosso planeta exigia-lhe um corpo igual ao de todos os seus habitantes.

(…)

Aliás, em face da revelação científica agora aceita, de que a matéria é energia condensada, não se justificam essas preocupações quanto à natureza fluídica ou material do corpo de Jesus. Ante a sua alta espiritualidade-e isto é o que mais importa – o seu corpo nada significa por ter sido mais ou menos denso, ou seja, composto de energia condensada em maior ou menor dose. Essa contingência de “mais” ou “menos” densidade material não seria favorável nem prejudicial a Jesus, pois o seu sacrifício máximo não decorreu das obras físicas que ele teria de suportar no ato de sua crucificação. O seu holocausto mais acerbo consistiu na sua luta de abaixamento vibratório, no sentido de ajustar-se à matéria densa do mundo inferior, em atrito com as vibrações morais do seu padrão angélico. (…)  Infelizmente, as limitações de vossa sensibilidade moral ainda não vos permitem avaliar a renúncia espiritual de Jesus, decidindo abandonar o seu paraíso celestial para descer aos charcos de um mundo animalizado.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 82-83.

O Homem Como Ser Duplo

“O código moral proposto por Jesus, objetivava, de modo muito sutil, introduzir a ideia de que o homem era um ser duplo, e não um simples corpo, com posto de elementos terrenos, com uma alma espiritual aprisionada dentro dele.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 162.

Modificações Após a Morte

Abelardo e Celina

“A travessia pelo túmulo impõe efetivamente ao Espírito singulares modificações… Cada viajor em sua estrada, cada coração com seu problema…”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 125-133.

Comunicação Mediúnica

“Sobre a cabeça de Dona Celina apareceu brilhante feixe de luz. Desde esse instante, vimo-la extática, completamente desligada do corpo físico, cercada de azulíneas irradiações.”

(…) Nossa irmã Celina transmitirá a palavra de um benfeitor que, apesar de ausente daqui, sob o ponto de vista espacial, entrará em comunhão conosco através dos fluidos teledinâmicos que o ligam à mente da médium.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 115-123.

Oração e Refazimento do Corpo Espiritual

“(…) Sinto-me reconfortado, quase feliz! Indiscutivelmente, não mereço as dádivas recebidas, pois me vejo no grande Lar, amparado por afeições inolvidáveis e sublimes! As preces do nosso grupo alcançam-me cada noite, como projeção de flores e bênçãos!(…)”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

Emissão Mental

“Vimos aqui o fenômeno da perfeita assimilação de correntes mentais que preside habitualmente a quase todos os fatos mediúnicos.” 

“(…) A emissão mental de Clementino, condensando-lhe o pensamento e a vontade, envolve Raul Silva em profusão de raios que lhe alcançam o campo interior, primeiramente pelos poros, que são miríades de antenas sobre as quais a emissão adquire o aspecto de impressões fracas e indecisas.”

“(…) Essas impressões apoiam-se no centro do corpo espiritual, que funcionam à guisa de condensadores, atingem, de imediato, os cabos do sistema nervoso, a desempenharem o papel de preciosas bobinas de indução, acumulando-se aí num átimo e reconstituindo-se, automaticamente, no cérebro, onde possuímos centenas de centros motores, semelhante à milagroso teclado de eletroímãs, ligados uns aos outros e em cujos fulcros dinâmicos se processam as ações e as reações mentais, que determinam vibrações criativas, por meio do pensamento da palavra, considerando-se o encéfalo como poderosa estação emissora e receptora e a boca por valioso alto-falante.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 43-49.