O destino de nossa jornada, a segurança de nossos passos e a força que nos faz mover

A medida em que nos movemos juntos pelos anos, nossa consciência disfruta mais ampla compreensão dos entrosamentos de nossas histórias pessoais com o movimento do Círculo; este movimento que foi imaginado no coração do nosso mestre é também a casa para tantos viajores que peregrinam sobre a face do planeta Terra em busca de sentido e significado para suas existências.

Somos um povo em trânsito, somos espíritos em transição! Nossa busca é completamente envolvida pelas emanações do TODO, que não é outra coisa senão o destino de nossa jornada, a segurança de nossos passos e a força que nos faz mover.

Estamos satisfeitos com o andamento de nosso planejamento e, por mais ousadas que pareçam algumas metas, temos de persegui-las sabendo que a verdadeira iniciação reside na jornada e não em seu destino final.

Tenho procurado visitá-lo sempre que posso para praticarmos esse tipo de telementação onde partilhamos do mesmo aparelho fônico, pois eu sei e você sabe que em futuro próximo será necessário liderar de perto os companheiros que se dispuserem a colaborar efetivamente com o Círculo. Precisamos, para isso, de musculatura psicofônica, meu jovem; não há o outro caminho.

Avancemos sempre, pois o melhor ainda está por vir.

General Uchôa

Nota: Psicofonia por ditado, utilizando o iMac.

A constrição do campo da Consciência

Passamos, até o momento, por dois estágios: o primeiro lugar, passamos da semana ações imediatas do Criador Incriado para as personagens, fluidas e não obstante intemporais, da idade mitológica; Em segundo, passamos desses Criadores Criados para esfera da história humana. As emanações se condensaram; campo da consciência sofreu uma constrição. Onde antes eram visíveis corpos causais, ora entra em foco, na pequena pupila teimosa do olho humano, seus efeitos secundários.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 306.

Sobre templos e museus

Sempre que é objeto de uma interpretação que a encara como biografia, história ou ciência, a poesia presente no mito fenece. As vividas imagens estiolam-se em fatos remotos de um tempo ou céu distantes. Ademais, jamais há dificuldade em demonstrar que a mitologia, tomada como história ou ciências, é um absurdo. Quando uma civilização passar interpretar sua mitologia deste modo, a vida e foge, os templos transformam-se em museu e o vínculo entre as duas perspectivas é dissolvido. Uma tal praga certamente se abateu sobre a Bíblia e sobre grande parte do culto cristão.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 244-245.

Mitos ou Histórias reais?

(…) Pois estaremos voltados neste momento, para problemas de simbolismo, e não de historicidade. Não nos importa muito se Rip Van Winkle, Kamar al-Zaman ou Jesus Cristo realmente existiram. Suas histórias constituem nosso objeto: e se essas histórias se acham tão amplamente difundidas pelo mundo – vinculadas a vários heróis de várias terras – Que a questão de saber se esse ou aquele portador local do tema universal pode ou não ter sido homem real, histórico, é secundária.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p.  226.