Declaração Sobre os Mandamentos

“A declaração de Jesus sobre os dois maiores mandamentos é narrada nos três evangelhos sinópticos com mínimas variações. Nos evangelhos de São Mateus e São Marcos ela ocorre durante a última semana de Jesus em Jerusalém, pouco antes de sua crucificação; no evangelho de São Lucas, sucede mais cedo.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 499.

Capítulo 53: A observância dos dois maiores mandamentos.

Como Morreram os Apóstolos

“De acordo com a tradição, a vida de vários dos primeiros discípulos de Jesus terminou em violenta perseguição: Mateus foi assassinado com uma espada na Etiópia; Marcos foi arrastado até morrer pelas ruas de Alexandria; Lucas foi enforcado na Grécia; João foi lançado a um caldeirão de óleo fervente, mas escapou milagrosamente, sendo então exilado em Patmos, onde teve morte natural; Pedro foi crucificado em Roma, com a cabeça para baixo; Tiago Maior foi decapitado em Jerusalém; Tiago Menor foi lançado de um pináculo do Templo e então o surraram até morrer; Bartolomeu foi esfolado vivo; André foi preso a uma cruz e morreu pregando a seus perseguidores; Tomé teve o corpo trespassado por uma lança; Matias foi primeiramente apedrejado e a seguir decapitado; Judas (Tadeu) foi varado por flechas até morrer; Barnabé dos Gentios foi apedrejado até a morte em Salônica; Paulo, depois de várias perseguições e torturas, foi decapitado em Roma; as informações sobre a morte de Filipe e de Simão Cananita são obscuras e conflitantes; Judas Iscariotes se enforcou.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 214.

Capítulo 67.

O Pensamento é Ação em Si

“Tendo falado de modo geral das leis eternas que governam a criação de Deus e de como sua observância é necessária para que se alcance o reino dos céus, Jesus ilustra (nos versículos 21 a 48) adaptações específicas – maneiras de cumprir o espírito de justiça natural dessas leis.

Os homicidas não apenas se contrapõem à lei universal da criação divina, mas privam suas vítimas da legítima oportunidade de esgotar independentemente seu próprio karma – impossibilitando o progresso desses indivíduos em sua existência atual.

Jesus assinalou que, à luz da justiça natural, o mal reside não apenas em atos homicidas, mas também em pensamentos e emoções de ira que dão origem a esses atos.

(…)

A ira, quer se origine de uma causa real ou de uma percepção imaginária, pode provocar uma pessoa a ponto de impeli-la à violência. Em casos de ira extrema, as pessoas podem mentalmente desejar a morte de seus inimigos.

Desse modo, a fim de cumprir a lei “Não matarás”, Jesus disse que não apenas o ato, mas também todos os pensamentos, as palavras e ações relacionados com o fato de matar devem ser estrita mente evitados.

(…)

O pensamento, precursor da ação, é em si mesmo uma ação num plano mais sutil.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 510-512.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Minhas Palavras Não Hão de Passar

“Assim como a Inteligência Crística é o Princípio Eterno que governa todas as manifestações da criação, os preceitos da vida espiritual expostos pelo Cristo em Jesus são também intemporais, estendendo-se desde as gerações bíblicas até o futuro oculto: “O céu e a terra passarão“, ele declarou, “mas minhas palavras não hão de passar“.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 505.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

A Importância da Lei

Jesus fala firme e claramente sobre a importância de cumprirmos as leis eternas da justiça. Esses códigos divinos são transmitidos ao homem pelo Senhor da Criação através de Seus autênticos profetas e se evidenciam na maravilhosa estrutura do universo. A ordem cósmica das leis universais que tece os padrões dos céus e da terra se expressa com igual exatidão como a ordem moral que governa a vida dos seres humanos.

A Lei” para o povo judeu, a quem Jesus pregava, era a Lei de Moisés – os Dez Mandamentos e outros preceitos morais e religiosos estabelecidos no Torá. Na voz dos profetas surgem proclamações das eternas verdades, que são imutáveis, não sectárias e aplicáveis universalmente em todas as épocas; e também códigos de conduta necessários em um período particular ou sob um conjunto de circunstâncias – uma adaptação das verdades eternas às necessidades específicas do ser humano.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 504-505.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Coragem

“A natureza mesquinha do ego faz o homem indisciplinado sentir-se desconfortável e com uma disposição maldosa para com aqueles que moral e espiritualmente diferem dele. (…) Jesus encorajou seus seguidores a não ficarem desanimados ou intimidados se, ao tentar viver espiritualmente, descobrirem que as pessoas com mente materialista não os compreendem.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 492.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Beatificar é Tornar Supremamente Feliz

Enquanto ensinava, Jesus fez com que suas sagradas vibrações e divina força vital emanassem através de sua voz e de seus olhos e se difundissem sobre os discípulos, tornando-os tranquilamente sintonizados e magnetizados, capazes de receber a plena medida de sua sabedoria por meio da compreensão intuitiva.

(…) Beatificar é tornar supremamente feliz; beatitude significa a felicidade, a bem-aventurança, do céu. *(…) princípios morais e espirituais cujo eco jamais decresceu ao longo dos tempos – princípios por meio dos quais a vida do homem se torna abençoada, repleta de bem-aven turança celestial.

A palavra “pobres”, utilizada na primeira Beatitude, significa estar destituído de qualquer refinamento superficial e exterior de riqueza espiritual. (…) Ser “pobre de espírito” é despojar o ser interior, o espírito, do desejo e apego por objetos materiais, posses terrenas, amigos materialistas e o amor humano egoísta.

*Nota:  “Beatificar” deriva do latim: beatus, feliz + facere, tornar. O termo utilizado para “bem-aventurados (…)” no texto original grego dos Evangelhos é makarios, que em latim corresponde a beati, do qual deriva beatitude em português, estado de bem -aventurança ou suprema alegria.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 480.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Períodos para Orar e Meditar

“Qualquer que seja o santuário de recolhimento, perceberemos que é especialmente benéfico orar e meditar em qualquer horário dentro dos seguintes períodos: bem cedo pela manhã, entre as 5 e 8 horas; no meio do dia, entre as 10 e 13 horas; ao entardecer, das 17 às 20 horas; e à noite, entre as 22 horas e 1 hora da madrugada. Os mestres da Índia ensinaram que os horários próximos à transição do amanhecer, meio-dia, pôr do sol e meia-noite de cada dia solar são propícios ao cultivo do progresso espiritual. As leis magnéticas cósmicas de atração e repulsão que afetam o corpo estão mais harmoniosamente equilibradas durante os quatro períodos mencionados. Esse equilíbrio ajuda a quem medita a interiorizar-se em comunhão divina.

(…)

Quando os discípulos encontraram Jesus na solidão, chamaram por ele: “Todos te buscam“. Assim como a fragrância das flores atrai as abelhas, as almas como Jesus, que exalam o perfume de Deus, atraem de modo natural as almas espiritualmente sedentas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 474.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

A Cura Pelo Envio de Energias

“A cura pelo envio de energia através das mãos (“E, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava“) baseia-se na habilidade do agente de cura para conectar-se com a energia cósmica de Deus e dirigi-la conscientemente. O corpo vive num mar onipresente formado por esse poder vibratório. Essa energia sustenta a vida e restaura a vitalidade do corpo quando esta se desgasta em virtude da atividade física e mental. A vida do corpo depende principalmente da energia cósmica que flui de modo automático ao seu interior através da boca do bulbo raquiano, ou é atraída de maneira consciente pelo poder de sintonização da vontade humana. A energia obtida diretamente do éter cósmico, assim como a energia que deriva indiretamente do alimento e oxigênio, concentra-se no dínamo principal de poder no cérebro, de onde flui ao corpo inteiro através dos seis subdínamos dos centros sutis na coluna vertebral. O centro supremo no cérebro e os seis centros no eixo cerebrospinal enviam energia através dos nervos a todos os segmentos vitais, sensórios e motores do corpo. Portanto, de cada parte do corpo- como os olhos, mãos, pés, coração, umbigo, nariz, boca e cada proeminência corporal – emana uma corrente.

A corrente nervosa que se irradia dos olhos, das mãos e dos pés é mais forte do que a de outras partes. O lado direito do corpo é um polo positivo, e o esquerdo é um polo negativo. O lado direito, positivo, é mais forte do que o esquerdo, negativo. Embora o poder desses polos algumas vezes esteja invertido no plano físico, como acontece no caso de pessoas canhotas, a conformação da “fisiologia” no corpo astral permanece a mesma.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 463-464.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Cura Através da Energia Cósmica

“O espírito de Jesus tinha controle sobre a energia cósmica. A fé dos doentes permitia que Jesus enviasse a energia plenamente curativa a partir de seu próprio corpo para reforçar a débil energia vital dos enfermos. Tanto a energia no corpo de Jesus como a energia no corpo das pessoas curadas provinham da energia cósmica de Deus. Jesus comandava sua vontade a conectar a energia cósmica com a energia em seu cérebro e a enviá-la através de suas mãos num fluxo contínuo de potentes raios para o corpo das pessoas acometidas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 463.

Capítulo 25: A cura dos doentes.