Princípios Místicos

“(…) as doutrinas secretas e os mistérios que Jesus veio à terra revelar e transmitir constituíam um dom transcendental de Deus, passado aos Apóstolos escolhidos, que deveriam considerar-se guardiães destas coisas, e não simples recipientes de uma bênção. Eles deviam, como guardiães dessas verdades e mistérios, divulgá-los e aplicá-los, dispensando-se de conservá-los dentro de si como uma possessão pessoal legitima.

Vemos nesta ideia um dos primeiros princípios místicos, mantidos como lei e como prática fundamentais pelos devotos seguidores de várias irmandades e organizações místicas de hoje. A rara sabedoria divina, que chega ao místico sincero através de revelações ou pelo estudo de antigos manuscritos constantes dos arquivos da sua irmandade, não deve ser tida, pelos que a ela têm acesso, como um poder intelectual ou como dons que sobrelevam seu valor pessoal, para servi-lo egoistamente no domínio da vida. (…) ele se transformará num instrumento, como um servo que trabalha nas vinhas da Humanidade, de Deus e da Consciência universal divina.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 74-75.

Arquivos Secretos em Posse da Santa Igreja Católica

“Contudo, é provável que nos arquivos mais secretos da Santa Igreja Católica estejam atualmente preservados esses grandes mistérios e as leis que possibilitam aos altamente espiritualizados demonstrá-los e torná-los manifestos. Na verdade, alguns desses mistérios, utilizando leis naturais e divinas em suas manifestações, têm sido aplicados nos últimos séculos pelos mais altos dignitários eclesiásticos do círculo mais íntimo da Santa Igreja Romana e se encontram à disposição de muitos dos seus cardeais e trabalha dores especiais.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 73.

Princípios de Organizações das Escolas Secretas

“(…) Jesus recorreu a muitos pontos e princípios de organização já estabelecidos nas escolas secretas do Oriente Próximo e do Extremo Oriente. Até mesmo a terminologia e os símbolos secretos que Jesus usava e aos quais se referia, sempre de modo velado, nas conversas íntimas, nas pregações e nas alegorias que empregava eram idênticos aos de outras escolas, sendo por isso imediatamente reconhecidos por membros de movimentos secretos de outros lugares. Ainda hoje são, de certa forma, os mesmos.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 45.

Ensinamentos Passo a Passo

“A igreja cristã primitiva, após a entrega das “chaves” de São Pedro aos sucessivos líderes cristãos, afirmava que na realidade preservara cuidadosamente intacto, por um ou dois séculos, o espírito da primitiva organização secreta fundada por Jesus. A história das primeiras atividades da igreja cristã mostra que, embora o povo constituísse um grande círculo externo de adoradores e seguidores dos ensinamentos cristãos, ele recebia apenas uma forma velada e muito moderada dos princípios cristãos; no círculo interno secreto, de número limitado, os noviços eram introduzidos, passo a passo, nos mistérios e cada vez mais altos, até atingirem um grau de desenvolvimento e revelação que lhes permitia prosseguir no trabalho que Jesus iniciara e que transmitira a Seus discípulos.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 37-38.

Sistema de segredo

“Não fosse o sistema de segredo, não existisse a organização secreta, não se submetesse a cuidadosa prova e experimentação cada um dos que têm sido guardiães dos grandes mistérios, e a Grande Luz que veio à terra nos primeiros trinta anos da Era Cristã teria desvanecido quando da Ascensão de Jesus- o Cristo, e hoje, os ensinamentos e práticas que Ele tornou magnificamente reais e universalmente aplicáveis às necessidades do homem se teriam perdido, a Humanidade teria recaído nos erros do passado e o mundo estaria hoje sem o mais tênue vislumbre daquela Grande Luz.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 37.

Fatos Secretos

“Quando entraram, encontraram Jesus descansando tranquilamente, recobrando rapidamente as forças e a vitalidade. Uma hora depois, a tempestade havia serenado o suficiente para que os Essênios O escoltassem para fora do sepulcro.

Jesus havia usado todos os poderes do Seu ser, pela per feita harmonização com o Cósmico, para restaurar a força e a consciência em todas as partes de Seu corpo e em todas as Suas faculdades grandemente desenvolvidas. Por isto puderam os Essênios colocar Seu corpo sobre um potro e cobri-Lo com mantos pesados. Dirigiram o potro com sua preciosa carga através da chuva leve e pela densa escuridão até um local afastado, pertencente à Fraternidade, a pouca distância dos muros da cidade.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 247.

Akhenaton o Grande Fundador

“O filho e o neto de Tutmés III patrocinaram a continuação da Fraternidade secreta, permitindo que esta crescesse em tamanho e atividade. Em 1378 C. nasceu Akhenaton, bisneto de Tutmés III. Ele tornou-se o grande reorganizador e fundador da organização mundial chamada Grande Fraternidade Branca, que se originou da Fraternidade secreta criada na antiguidade.

O plano original da Fratemidade secreta era reunir os mais sábios homens e mulheres do Egito, especialmente os Magos mais avançados, com a finalidade de discutirem, analisarem, registrarem e preservarem o grande conhecimento que constituía a luz do mundo. O Egito havia se tornado centro da cultura e do conhecimento científico do mundo, o que é comprovado pelas notáveis realizações de seu povo, liderado pelos sábios homens de ciência em geral. Estudantes de todas as partes do mundo iam ao Egito para obter a educação mais elevada da época e para entrar em contato com as escolas de mistério, como eram chamadas, dirigidas pela Fraternidade secreta.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 176.

Transferência dos Arquivos de Monte Carmelo

“Cerca de quatrocentos anos após o início do período cristão, o mosteiro e a escola do Monte Carmelo foram abandonados, deixando de ser o principal centro educativo da Grande Fraternidade Branca; a esplêndida biblioteca e seus milhares de manuscritos e registros foram transferidos para o mosteiro secreto no Tibete, onde continuam a ser preservados e onde é a maior de todas as escolas de misticismo e literatura sagrada.’

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 138.

História do Monte Carmelo

“Os Nazarenos, Nazaritas e Essênios haviam unido seus interesses quanto a um objetivo essencial, que foi citado por muitas autoridades das histórias sacras e por enciclopédias como um dos interesses comuns que ligavam entre si os Nazarenos, Nazaritas e Essênios. Tratava-se da manutenção de uma grande escola, universidade e mosteiro no Monte Carmelo. A introdução deste local histórico na vida de Jesus pode surpreender muitos de meus leitores, razão pela qual um breve resumo da história do Monte Carmelo será não só apropriado mas também valioso para os que desejem fazer maiores pesquisas neste campo.

Exatamente quando o Monte Carmelo se tornou um local secreto e sagrado para a manutenção de uma escola para místicos, isolada e protegida, pertencente à Grande Fraternidade Branca, não se sabe com certeza. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p.135.

Conceito de Nazareno

“Em primeiro lugar, devemos tornar claro que o título de Nazareno não queria dizer que a pessoa que o tivesse fosse de uma cidade chamada Nazaré. O título de Nazareno era dado pelos judeus a pessoas estranhas que não seguiam sua religião e que pareciam pertencer a um culto ou seita secreta que existira ao Norte da Palestina por muitos séculos; podemos verificar na Bíblia Cristã que o próprio João Batista era chamado de Nazareno. Também encontramos muitas outras referências a pessoas conhecidas como nazarenos. Em Atos XXIV:5, encontramos um homem qualquer sendo condenado como provocador de uma rebelião entre os judeus em todo o mundo e sendo chamado de “líder da seita dos nazarenos”. Sempre que os entravam em contato com alguém em seu pais que fosse de outra religião, e especialmente se tivesse uma compreensão mística das coisas da vida e vivesse de acordo com um código ético ou filosófico diferente do judaico, chamavam-no de Nazareno falta de um nome mais adequado.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 57-58.