Como Morreram os Apóstolos

“De acordo com a tradição, a vida de vários dos primeiros discípulos de Jesus terminou em violenta perseguição: Mateus foi assassinado com uma espada na Etiópia; Marcos foi arrastado até morrer pelas ruas de Alexandria; Lucas foi enforcado na Grécia; João foi lançado a um caldeirão de óleo fervente, mas escapou milagrosamente, sendo então exilado em Patmos, onde teve morte natural; Pedro foi crucificado em Roma, com a cabeça para baixo; Tiago Maior foi decapitado em Jerusalém; Tiago Menor foi lançado de um pináculo do Templo e então o surraram até morrer; Bartolomeu foi esfolado vivo; André foi preso a uma cruz e morreu pregando a seus perseguidores; Tomé teve o corpo trespassado por uma lança; Matias foi primeiramente apedrejado e a seguir decapitado; Judas (Tadeu) foi varado por flechas até morrer; Barnabé dos Gentios foi apedrejado até a morte em Salônica; Paulo, depois de várias perseguições e torturas, foi decapitado em Roma; as informações sobre a morte de Filipe e de Simão Cananita são obscuras e conflitantes; Judas Iscariotes se enforcou.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 214.

Capítulo 67.

O Caminho para a Felicidade

“O caminho seguro para a felicidade consiste em adquirir tudo o que seja necessário enquanto a mente descansa principalmente em Deus. Sair em busca de “necessidades” excessivas, num estado de esquecimento de Deus, levará com certeza ao sofrimento.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 570.

Capítulo 29: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” – O Sermão da Montanha, parte IV.

Em Tudo Foi Tentado, Mas Sem Pecado

“O homem Jesus enfrentou tentações, chorou, sofreu como qualquer ser humano; mas exercitou sua vontade de maneira suprema para suplantar o mal e a ilusão de sua natureza material, e finalmente alcançou a vitória.

(…)

Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. (…) (Hebreus 2:16-18). Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus 4:15).

(…)

O encontro do homem comum com “o Tentador” se dá principalmente como ideias subjetivas que o seduzem sutilmente através de maus hábitos pré e pós-natais e da provocadora atração de seu ambiente material.

Grandes mestres que se aproximam da libertação final podem distintamente ver distintamente Satã e suas legiões de maus espíritos assumirem formas personificadas para armar uma decisiva resistência contra a libertação desses mestres no Espírito.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 177.

Capítulo 8: A Tentação de Jesus no deserto.

O Medo é Um Veneno Mental

“O medo é um veneno mental quando não usado como antídoto — um estímulo para induzir a pessoa a acalmarse e ter cautela.”

(…)

“O medo intensifica e multiplica por cem nossa dor física e agonias mentais.”

(…)

“Se você for incapaz de desalojar o medo terrível do fracasso ou da má saúde, distraia a mente (…)”

(…)

“Ao contrário, tenha medo de ter medo, pois ele criará uma consciência de doença e acidente — e, se o medo for forte o bastante, você atrairá exatamente aquilo que mais teme.”

YOGANANDA, Paramahansa. Como Despertar Seu Verdadeiro Potencial. Ed. Pensamento. Versão Kindle, 2019, Posição 254-265.

O Esforço por Plenitude Resulta da Ilusão

“A emancipação é acelerada quando se encena o drama vivo de uma perfeita existência de saúde, abundância e sabedoria, com desa pegada transcendência mental. As dualidades da dor e do sofrimento criadas por Satã são em muito atenuadas pela mente forte que não exacerba o sofrimento por meio do medo ou de uma imaginação exal tada; ou seja, se pudermos afastar a consciência de doença e não temer a enfermidade quando ela se apresenta, e se não ansiarmos pela saúde ao sofrermos com alguma doença, isto nos ajudará a recordar nossa própria alma, o Eu transcendente que jamais experimentou as flutuações de saúde e doença, mas é sempre perfeito.

O homem deveria saber que seu esforço por plenitude resulta da ilusão; pois ele já possui tudo que ne cessita em seu poderoso Eu interior. Ele equivocadamente imagina que carece de tais dons divinos ao identificar-se com mortais espiritual mente ignorantes. Tudo o que necessita é conhecer a eterna plenitude do tesouro de sua alma.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 165-166.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

Espírito Santo e Satã

“Esses dois aspectos de Prakriti correspondem às designações cristãs Espírito Santo e Satã. O Espírito Santo, em harmonia com a Consciência Cristíca, cria o bem e a beleza atrai toda a manifestação para uma simbiótica harmonia e derradeira união com Deus. Sată (do hebraico, literalmente “o adversário”) exerce sua força de repulsão para longe de Deus, para o envolvimento com o mundo ilusório da matéria, empregando a ilusão cósmica de maya para dispersar, confundir, cegar e aprisionar.

(…)

Uma vez que ele encobre a matéria e envolve o homem nas mais enganosas confusões da ilusão de maya, Jesus referiu-se a essa força como um demônio, um assassino e um mentiroso. “O diabo (…) foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44).

Satã surgiu como uma consequência natural do desinteressado de sejo de Deus de dividir Seu Oceano da Unidade nas ondas da criação finita um poder com vontade independente, que viria a controlar as leis da criação material para manifestar e sustentar sua existência. O plano do Espírito era que essa Força Ilusória Cósmica consciente fosse dotada de independência a fim utilizar maya e avidya para criar objetos finitos que refletissem Deus a partir da energia vibratória cósmica do Espírito Santo, em harmoniosa sintonia com a divina Inteligência Crística presente nessa vibração.

Jazidas com pedras preciosas perfeitas, flores perfeitas, animais perfeitos e almas humanas residindo em planetas perfeitos foram en tão criados, trazidos à manifestação material desde os reinos celestiais astral e causal. (…)  Depois de uma existência harmoniosa – uma expressão perfeita de forma, hábitos saudáveis e modos de existência, no palco do tempo, sem sofrimento, doenças, acidentes cruéis ou dolorosa morte prematura-, todas as formas criadas de veriam retornar para Deus. Assim como os arco-íris vêm e vão (…)

Portanto, originalmente toda a Energia Cósmica, vibrada pelo Espírito Santo e pela Inteligência Crística, fluía em direção a Deus, criando imagens perfeitas a partir da luz astral voltada ao interior para revelar Deus. A Força Ilusória Cósmica consciente, com seu poder independente recebido de Deus, percebeu que sua própria existência separada cessaria se as manifestações da energia cósmica da Vibração do Espírito Santo se dissolvessem de volta no Espírito de acordo com o plano divino. Sem a Vibração Sagrada, não haveria razão nenhuma para a existência nem para o sustento da Força Ilusória Cósmica. Esse pensamento assustou Satã; o único propósito de sua existência – manter estas formas no estado de manifestação – estava ameaçado. Então, visando seu próprio intento de autoperpetuação, ele se rebelou contra Deus, tal como um general insubordinado algumas vezes se volta contra seu rei, e começou a utilizar mal seus poderes cósmicos. Ele manipulou as leis e os princípios da criação que estavam sob seu comando a fim de estabelecer padrões de imperfeição que impediriam sua dissolução automática no Espírito. Satã tornou-se como um raio caindo do céu porque afastou a luz da energia cósmica de seu foco em Deus, concentrando-a na matéria densa. A luz astral que revela o céu transformou-se nas opacas luminárias físicas do sol, do fogo e da eletricidade, que mostram somente as substâncias materiais.

(…) a mente das pessoas comuns, confortavelmente enclausurada na visão de causa e efeito dos fenômenos, não se adapta com facilidade a abstrações divinas a menos que também estas sejam metaforicamente revestidas com um aspecto familiar. (…) exceto no sentido absoluto de que tudo é feito da Consciência Cósmica única de Deus, não existe mal no Deus Todo-Perfeito. O mal reside na Força Adversária que man tém seu reino de influência ao obscurecer grosseiramente a verdadeira natureza divina de todos os seres criados. Um sofisma filosófico poderia convincentemente propor que, sendo o dever de Satã, como um arcanjo, manter a existência das formas manifestadas, ao tentar fazer seu serviço ele caiu do céu!”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 156-158.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

O Mal na Vida do Ser Humano

“Nesse sentido, é certamente verdade que o mal na vida do ser humano é autoengendrado: se um homem golpeasse uma parede de pedras com seus punhos, o inegável resultado maléfico da dor não seria produzido ou desejado pela parede, mas a consequência da ignorância dele ao golpear a dureza naturalmente inflexível das pedras.

Igualmente, pode-se dizer que Deus é a parede de pedra da Bondade Eterna. Seu universo subsiste pela operação de leis justas e naturais. Todo aquele que seja suficientemente tolo para utilizar de modo impróprio sua inteligência, agindo contra essa bondade, produzirá inexoravelmente o mal da dor e do sofrimento não devido a qual quer intenção ou desejo de Deus, mas às formas perniciosas de vida colidindo com os eternos princípios do bem, subjacentes a todas as coisas em Deus.”

Nota: O aspecto de Deus que é ativo na criação; a shakti, ou poder, do Criador Transcendente. Neste contexto, a referência se faz ao aspecto pessoal de Deus que incorpora as qualidades maternais do amor e da compaixão. As escrituras hindus ensinam que Deus é tanto imanente quanto transcendente, pessoal e impessoal. Ele pode ser como o Absoluto Transcendente; mas, conforme enfatiza o Bhagavad Gita (XII:5): “Aqueles que têm o Não-manifestado como meta aumentam as dificuldades; árduo é o caminho do Absoluto para os seres encarnados”. Para a maioria dos devotos, é mais fácil procurar Deus como uma de Suas eternas qualidades manifestadas, tais como amor, sabedoria, bem-aventurança, luz; na forma de um ishta (deidade); ou como Pai, Mãe ou Amigo. Outras denominações para o aspecto materno da Divindade são Om, procurado Shakti, Espírito Santo, Vibração Cósmica Inteligente, Natureza ou Prakriti.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 149-150.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

Prepara-te Para Receber a Jesus

“E enquanto todos os santos se regozijavam, eis que Satanás, o príncipe e chefe da morte, disse ao inferno: Prepara-te para receber a Jesus que se vangloria de ser o Filho de Deus, ao passo que é um homem que teme a morte e diz: Minha alma está triste até a morte. E ele tem sido muito meu inimigo, causando-me grandes ferimentos, e muitos que eu havia feito cego, coxo, mudo, leproso, e os possuía, ele sarou com uma palavra: e alguns que eu trouxe para a morte, ele os trouxe de volta a vida.”

(…)

“Quem é esse Jesus que, por sua própria palavra, sem oração, tirou de mim homens mortos?”

(…)

“E como Satanás, o príncipe e o inferno, falaram isso juntos, de repente veio uma voz como trovão e um clamor espiritual: Retira, ó príncipes, vossas portas, e levantai-vos, ó portas eternas, e o rei da glória entrará.”

(…)

“E como Davi falou assim ao inferno, o Senhor da Majestade apareceu na forma de um homem e iluminou a eterna escuridão e freou os laços que não podiam ser soltos; e o socorro de sua eternidade pôde nos visitar nós que estávamos sentados nas trevas profundas de nossas transgressões e na sombra da morte de nossos pecados.”

(…)

Quando o inferno e a morte e seus ministros iníquos viram estas coisas, eles foram tomados pelo medo, eles e seus oficiais cruéis, à vista do brilho de tão grande luz em seu próprio reino, vendo Cristo de repente em sua morada, gritaram, dizendo: Somos vencidos por ti. Quem és tu que és enviado pelo Senhor para nossa confusão? Quem és tu que, sem os danos da corrupção, e com os sinais da tua majestade sem mácula, condena com ira o nosso poder? Quem és tu que és tão grande e tão pequeno, humilde e exaltado, tanto soldado como comandante, um guerreiro maravilhoso na forma de um servo, e um rei de glória morto e vivo, a quem a cruz matou? Tu que jazeste morto no sepulcro desceu para nós, vivendo e na tua morte toda a criação tremeu e todas as estrelas
foram abaladas e você se libertou entre os mortos e derrotou nossas legiões.”

(…)

“Quem és tu que lança a tua luz divina e brilhante sobre os que foram cegados pela escuridão dos seus pecados? Da mesma maneira, todas as legiões de demônios foram atingidas pelo mesmo medo e gritaram todas juntas no terror de sua confusão, dizendo: De onde és tu, Jesus, um homem tão poderoso e brilhante em majestade, tão excelente sem mancha e limpo do pecado?”

(…)

“Quem, então, és tu que tão destemidamente entra em nossas fronteiras, e não apenas não teme nossos tormentos, mas tem a ousadia de tentar tirar todos os homens de nossos laços? Porventura, és tu Jesus, de quem Satanás, nosso príncipe, disse que, pela tua morte na cruz, devias receber o domínio do mundo inteiro.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 690-756.

Força Mental e Ilusão

“Em sonho, o corpo físico sólido, o corpo astral luminoso e o corpo causal ou ideativo podem ser percebidos como reais. Se o sonhador desperta completamente, compreende que essas “realidades” são um sonho, o resultado de uma condensação da mente ou de uma imaginação materializada. Do mesmo modo, no sonho cósmico Jesus se encontrava limitado por seus corpos físico, astral e causal, cada um com seus instrumentos funcionais de percepção e consciência. Foi somente quando Jesus despertou por completo em Deus, três dias após a crucificação, que o sonho cósmico se desvaneceu totalmente na percepção de que apenas o Espírito existe. Mas tal percepção não abrandou a dificuldade de Jesus enquanto estava em sua cruz onírica e sob a influência do sonho cósmico. 

Deus cria primeiro o universo em pensamento e então o materializa em um sonho; mas Ele pode reverter à vontade o sonho material e transformá-lo num universo de puro pensamento. Os devotos que se encontram em sintonia com Deus podem perceber que o universo é constituído de pensamentos de sonho: um universo onírico que, no êxtase da profunda comunhão divina na meditação, pode ser contemplado como um universo de pensamento.

Enquanto a pessoa que tem pesadelos não desperta, é impossível convencê-la de que não está sofrendo; do mesmo modo, é muito difícil convencer qualquer ser humano que esteja sob a influência deste sonho cósmico de que ele está sonhando uma ilusão.

(…)

Em vez de ceder às exigências do corpo, o homem deve suportar com imparcialidade cada experiência que a vida apresente. Isso não significa festejar o sofrimento, mas preservar a mente forte quando vem a dor e o infortúnio. Aquele cuja mente alcança a vitória com prova que o sofrimento deixa de existir.

(…)

Quanto mais realidade se atribui ao sofrimento, maior é a dor; e ele não terá fim até que se transcenda aquele sonho. Jesus passou pela terrível provação na cruz para mostrar a todos nós que as experiências da vida terrena não podem nos afetar mais do que nossos sonhos noturnos quando conhecemos a Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 409-411.

Capítulo 74: A crucificação.

A Batalha Humana

O aspecto humano de Jesus não desmerece sua grandeza; ao contrário, o enaltece perante os olhos humanos. Além disso, infunde nos corações frágeis a esperança de que, por meio do exercício pleno da força de vontade sobre o corpo e suas tentações, o homem pode vencer a carne e, tal como Jesus, elevar-se desde a condição humana até o plano divino.

(…) Nesse caso, as palavras de Jesus “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” teriam sido hipocrisia ou encenação absurda. Se Jesus fosse Deus, como poderia sentir-se separado Dele mesmo?

Um Jesus verdadeiramente humano e divino que se debate contra as torturas e as tentações da carne, e que por força do poder da alma alcance a vitória sobre elas e a herança da vida eterna, é uma grande fonte de inspiração e de confiança para os frágeis seres humanos sujeitos a severas tentações.

(…) Seria fácil para um deus imortal, dotado de um corpo mas não afetado por ele, desempenhar um papel de sofrimento, perdão e crucificação; porém é extraordinariamente difícil para um simples ser humano vencer o ódio dos demais com o amor e aceitar e suportar que crucifiquem seu corpo injustificadamente.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 406-407.

Capítulo 74: A crucificação.