O Sonho da Esposa de Pilatos

“A narrativa do Evangelho de Mateus, escrito entre 70 d.C. e 115 d.C. é séculos anterior à do Evangelho de Nicodemos, escrito provavelmente no século IV d.C., portanto o autor pode facilmente ter adicionado ao seu relato da Paixão de Cristo o sonho da esposa de Pilatos, dentre outros episódios, eventos que ocorreram que
completam o enredo da Paixão de Cristo, para legitimar o seu evangelho.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 998.

Força Mental e Ilusão

“Em sonho, o corpo físico sólido, o corpo astral luminoso e o corpo causal ou ideativo podem ser percebidos como reais. Se o sonhador desperta completamente, compreende que essas “realidades” são um sonho, o resultado de uma condensação da mente ou de uma imaginação materializada. Do mesmo modo, no sonho cósmico Jesus se encontrava limitado por seus corpos físico, astral e causal, cada um com seus instrumentos funcionais de percepção e consciência. Foi somente quando Jesus despertou por completo em Deus, três dias após a crucificação, que o sonho cósmico se desvaneceu totalmente na percepção de que apenas o Espírito existe. Mas tal percepção não abrandou a dificuldade de Jesus enquanto estava em sua cruz onírica e sob a influência do sonho cósmico. 

Deus cria primeiro o universo em pensamento e então o materializa em um sonho; mas Ele pode reverter à vontade o sonho material e transformá-lo num universo de puro pensamento. Os devotos que se encontram em sintonia com Deus podem perceber que o universo é constituído de pensamentos de sonho: um universo onírico que, no êxtase da profunda comunhão divina na meditação, pode ser contemplado como um universo de pensamento.

Enquanto a pessoa que tem pesadelos não desperta, é impossível convencê-la de que não está sofrendo; do mesmo modo, é muito difícil convencer qualquer ser humano que esteja sob a influência deste sonho cósmico de que ele está sonhando uma ilusão.

(…)

Em vez de ceder às exigências do corpo, o homem deve suportar com imparcialidade cada experiência que a vida apresente. Isso não significa festejar o sofrimento, mas preservar a mente forte quando vem a dor e o infortúnio. Aquele cuja mente alcança a vitória com prova que o sofrimento deixa de existir.

(…)

Quanto mais realidade se atribui ao sofrimento, maior é a dor; e ele não terá fim até que se transcenda aquele sonho. Jesus passou pela terrível provação na cruz para mostrar a todos nós que as experiências da vida terrena não podem nos afetar mais do que nossos sonhos noturnos quando conhecemos a Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 409-411.

Capítulo 74: A crucificação.

Comunicadores espirituais

Pozati, que alegria, depois do regresso a nossa pátria espiritual e reencontro com o querido Chico, é poder te visitar nesta manhã. Lhes transmito o recado da parte de nosso amigo e irmão mais velho: você e sua moçada tem feito muito bem! Mais do que jornalistas, designers e editores, vocês são comunicadores espirituais, que não se limitam a reportar fatos e impressões, mas comunicam aquilo que tem vivido e experimentado da verdade.

É uma alegria para mim, colaborar pontualmente com esse time, sempre a pedido do nosso amado Chico Xavier. 

Um abraço carinhoso do amigo e incentivador de todas as horas

Saulo Gomes

No sonho de hoje estávamos em viagem, na Rodovia do Café, eu, Gustavo Tanaka, Fernando Zerbeto (aluno do Círculo) e Cau Shitatori (amiga de faculdade).

Paramos num posto para nos refazer da viagem, no meio do caminho. Consegui para nós uma sala de estar reservada onde tínhamos altas conversas filosóficos enquanto a Cau ensinava ao Tanaka os efeitos vibracionais da técnica de StarLanguage. Ele ouvia e acomodava os conhecimentos profundamente. O sonho termina depois que havíamos consolidado os novos saberes e decidíamos voltar para a estrada.

Gratuidade Fraterna

Diário Espiritual, 22 de novembro de 2021.

Sonhei que era perseguido e cercado por bandidos numa zona de guerra cuja atmosfera lembrava os países em conflito no Oriente Médio. Eu precisei matar para me defender. Ao fugir, roubei uma Honda HRV branca. Saía do vilarejo e em poucos minutos estava numa auto estrada cuja paisagem era de pinheiros. Mais a frente, percebo as inconsequências da fuga e dos meus atos e me entrego numa prisão. A agonia toma conta do meu coração, diante de um horizonte onde poderia estar privado da presença do meu filho e da Juliana. Doía muito, ao mesmo tempo que me organizava e tentava me arranjar no novo ambiente. Estava na fila para obter o cartão com os créditos através dos quais subsistiria na prisão quando minha amiga Elaine Pinheiro intervém e me retira daquele lugar dizendo: “Fica tranquilo que temos experiência com esses casos. Daremos um jeito. Uma pessoa como você não pode ficar detido aqui”.

Acordei 5:30am e fui correr com esses pensamentos e sentimentos. Fui tomado pelo sentir e pelo choro tão peculiares à reminiscências iniciáticas colhidas em processo onírico. Louvei e agradeci ao TODO e a Jesus, meu mestre, que a todos os caminhos conhece. “Se me assento ou me levanto, antes que hajam em mim palavras, Ele conhece meus pensamentos”. O Senhor sabe tudo de mim. Agradeci por poder viver a necessidade, por experimentar e precisar da fraternidade de tantas pessoas que ao longo da minha vida me resgataram das autodefesas dos meus complexos e me libertaram das prisões de mim mesmo, todas consequências dos meus atos. Como é bom precisar. Como é bom pisar este lugar vulnerável onde somos socorridos pelo amor. Não é possível experimentar profundamente o amor sem experimentar a vulnerabilidade e a gratuidade. No Trono de Graça se assenta aquEle cujo amor não temos ideia de cálculo ou retribuição. Um amor que não se cansa de amar e contribuir sem esperar retribuição direta. Ele provoca a gratuidade que pode reverberar em nossa sociedade, através de nós. A Fraternidade é o amor que não espera nada em troca senão o prazer por contribuir pelo enriquecimento da vida de todas as pessoas ao nosso redor. Eis a verdadeira revolução!

“Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus”
(Lc 6, 20)

Vemos Aquilo que Somos

“Quando acordar no corpo carnal, pela manhã, nossa pobre amiga lembrar-se-á vagamente de haver sonhado com Libório, ao lado de uma companheira, pintando um quadro de impressões a seu bel-prazer, porquanto cada mente vê nos outros aquilo que traz em si mesma.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 125-133.

Inatividade dos Orgãos Carnais

“Vocês possuem uma prova disso quando o homem se encontra naturalmente desdobrado, cada noite, durante o sono, vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência a que chamam “vida de sonho”.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 105-113.

Palestras em Desdobramentos

“Para começar, convidou-nos a ouvir um amigo (Albério) que falaria sobre mediunidade a pequeno grupo de aprendizes encarnados e desencarnados, em cujas palavras reconhecia oportunidade valor.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 11-18.

Muito Além do Que Se Vê

“(…) o verdadeiro ser não está nas formas, mas o sonhador.

Tal como no sonho, as imagens variam do sublime ao ridículo. Não é permitida a mente a permanência de suas avaliações normais; a mente é insultada de modo contínuo e afastada da segurança que ele permite dizer que agora, finalmente, entendeu. A mitologia é derrotada quando a mente se mantém apegada, de forma solene, às suas imagens favoritas ou tradicionais, defendendo-as como se fossem elas mesmas a mensagem que comunicam. Essas imagens devem ser consideradas como meras sombras emanadas do plano que se acha além do penetrável, no domínio que os olhos, a fala, a mente ou mesmo a piedade não alcançam. Tal como ocorre no sonho, as trivialidades do mito são intensamente significativas.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 264.

Ciclo Cosmogônico

“A fórmula filosófica ilustrada pelo ciclo cosmogônico refere-se à circulação da consciência pelos três planos do ser. O primeiro plano é o da experiência desperta: a cognição dos fatos brutos e crus de universo exterior, iluminado pela luz do sol e comum a todos. O segundo é o da experiência divina: a cognição das formas fluidas e sutis de um mundo interior privado, auto iluminado e que forma uma única substância com o sonhador. O terceiro, por sua vez, é o do sono profundo: um sono não povoado por sonhos, profundamente recompensador. No primeiro plano, encontramos as experiências instrutivas da vida; no segundo ocorre a digestão dessas experiências, que são assimiladas pelas forças interiores do sonhador; já no terceiro plano do ser, tudo é aproveitado e conhecido de modo inconsciente, no “espaço existente no interior do coração”, na sala do controlador interno, a fonte e o fim de tudo.

O ciclo cosmogônico deve ser entendido como a passagem da consciência universal, da profunda zona adormecida do imanifesto, para a plena luz do cotidiano desperto, por intermédio do sonho, ocorrendo, em seguida, o retorno através do sonho, para as trevas intemporais. Tal como acontece na experiência real de todo ser vivo, assim também é na figura grandiosa do cosmo vivo: no abismo do sono, as energias são recompostas; na labuta diária, são exauridas; a vida do universo se esgota e deve ser renovada

O ciclo cosmogônico pulsa, tornando-se manifesto, e retorna ao estado imanifesto, em meio ao silêncio do desconhecido. Os hindus representam esse mistério por meio da sílaba sagrada AUM. Aqui, o som A representa a consciência desperta; o som U, a consciência onírica; e o som M, o sono profundo. O silêncio em torno da sílaba é o desconhecido, chamado simplesmente de “o Quarto “. A sílaba em se representa Deus como criador-preservador-destruidor, mas o silêncio representa o Deus Eterno, absolutamente afastado de todas as idas e vindas da roda.

“É  invisível, intangível, inconcebível, imperceptível, inimaginável, indescritível. É a essência do autoconhecimento, comum a todos os estados de consciência. Todos os fenômenos aí cessam. É paz, benção, não dualidade.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 261-262.