O Termo Mistério

“(…) quando o termo mistério é usado no Novo Testamento e nas Escrituras e textos sagrados do Seu tempo e tempos posteriores, não se refere a algo estranho e incompreensível, mas a uma revelação secreta, a algo que, embora uma grande verdade, foi ocultado e ainda é passível de compreensão somente pelos iniciados, pelos preparados e qualificados, e que talvez tenham sido remidos, purificados e tocados pelo Espírito Santo para receber as joias das verdades especiais.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 174-175.

A Vinda da Luz

“Todo o procedimento que pareceu surgir como o clímax repentino da Sua vida foi um drama calculadamente desenvolvido, tramado durante semanas, meses, anos e, até, antes, na consciência dos que abominavam a verdade, a vinda da Luz, a dissipação das Trevas e a vitória da Espiritualidade.

Assim, nessa noite específica, enquanto vivia na Betânia e ainda pregava Sua mensagem, Ele providenciou a realização da última e definitiva assem mundana dos Apóstolos, que constituíam o Conselho Consultivo da Sua escola secreta.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 101.

Símbolos, Parábolas e Alegorias

“Mas, tão rútila a Luz que trazia em si, que aos treze anos da idade espantou os dou tores do Seu país. Assim é que verificou Ele que a única maneira segura de preservar as verdades e de transmiti-las aos dignos e ocultá-las aos egoístas e indignos era através de símbolos e de parábolas e alegorias.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 80.

Mistérios do Reino dos Céus

“(…) A palavra “mistérios” não é empregada nas Escrituras no sentido de religiões secretas, tampouco de coisas incompreensíveis ou, por sua própria natureza, difíceis de compreender – mas no sentido de coisas de revelação puramente divina e, também, de coisas, dada a moderação dos antigos cristãos, obscuramente anunciadas e compreendidas naquele período, mas claramente explicitadas nos Evangelhos… Logo, os “mistérios do Reino dos Céus” significam aquelas gloriosas verdades evangélicas que na época somente os discípulos mais adiantados podiam compreender, e mesmo assim, apenas parcialmente“.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 78-79.

Princípios Místicos

“(…) as doutrinas secretas e os mistérios que Jesus veio à terra revelar e transmitir constituíam um dom transcendental de Deus, passado aos Apóstolos escolhidos, que deveriam considerar-se guardiães destas coisas, e não simples recipientes de uma bênção. Eles deviam, como guardiães dessas verdades e mistérios, divulgá-los e aplicá-los, dispensando-se de conservá-los dentro de si como uma possessão pessoal legitima.

Vemos nesta ideia um dos primeiros princípios místicos, mantidos como lei e como prática fundamentais pelos devotos seguidores de várias irmandades e organizações místicas de hoje. A rara sabedoria divina, que chega ao místico sincero através de revelações ou pelo estudo de antigos manuscritos constantes dos arquivos da sua irmandade, não deve ser tida, pelos que a ela têm acesso, como um poder intelectual ou como dons que sobrelevam seu valor pessoal, para servi-lo egoistamente no domínio da vida. (…) ele se transformará num instrumento, como um servo que trabalha nas vinhas da Humanidade, de Deus e da Consciência universal divina.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 74-75.

As Bases e Estruturas Deixadas Na Humanidade

“(…)Estes ensinamentos registrados desses filósofos mostram claramente que as revelações das grandes verdades da vida vinham não só de uma fonte divina, através de mensagens e visões, inspirações e impulsos especiais, mas que as verdades assim reveladas e apresentadas à Humanidade eram progressivas, como degraus que conduzem para frente e para cima, para planos mais altos de existência e de compreensão consciente. Cada um desses avatares parecia lançar uma base e depois construir sobre ela uma estrutura que se erguia para elevar a consciência da Humanidade a um ponto ou plano de onde não poderia subir mais alto naquele ciclo do desenvolvimento da civilização e do progresso espiritual na terra.

Então, após longo período de silêncio, outro avatar surgia e conduzia o desenvolvimento a outro plano mais alto.(…)”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 63.

Busca Revelada

“(…) Nos séculos que precederam à Sua vinda, houve, no Egito, Índia, Pérsia e outros setores do Oriente Próximo, escolas e movimentos secretos dedicados à perpetuação de sabedoria revelada. (…) Havia também, em cada um desses países, uma ou mais organizações secretas formadas de livres pensadores, filósofos, místicos iluminados e religiosos que buscavam a verdade sobre os mistérios da vida e preferiam as revelações espirituais e cósmicas que lhes vinham como uma bênção de Deus e uma dádiva para a Humanidade, e, pouco a pouco, abandonaram as antigas tradições, superstições e crenças mitológicas dos seus ancestrais. Portanto, em todas as terras houve, durante séculos, luta entre os que buscavam a verdade revelada e os protetores das formas mais antigas e falsas de religião.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 41-42.

A Escolha do Caminho da Verdade

“É uma verdade fundamental, tão válida hoje quanto há dois mil anos, que nem toda a Humanidade está preparada, em qualquer sentido, para receber, compreender e usar as verdades superiores da vida e o poder miraculoso que nasce desse conheci mento. (…) As próprias experiências de Jesus no cumprimento da Sua missão nos dão excelentes razões para admitir o princípio do segredo. Mesmo entre aqueles que foram cuidadosamente submetidos à prova, preparados e qualificados, houve quem se tornasse cético, quem procurasse usar o conhecimento e o poder para fins pessoais e egoístas, e quem se transformasse em espiões e inimigos, bem como traidores da causa. Na perseguição e no processo a que Jesus foi submetido repousam razões que justificam a manutenção do princípio do segredo.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 36-37.

Ausência de Fronteiras

Quando nossa tendência habitual de objetificar as coisas relaxa, podemos enxergar a verdade da ausência de fronteiras. Chamamos a ausência de fronteiras de “verdade” porque, quando despimos a natureza das coisas de tudo o que não lhe pertence- todo exagero, negação, acordos não ditos e valores culturais-, isto é o que veremos. Podemos dizer que o mundo que objetificamos é uma verdade também, simplesmente porque nós, de fato, experimentamos a dor e o prazer do mundo, tropeçando, machucando o dedo e assim por diante. Bastante justo. Inclusive, há um debate escolástico sobre se o mundo das coisas merece ou não ser chamado de verdade. Mas, como discutimos, apenas porque experimentamos alguma coisa não significa que ela tenha parâmetros; não significa que podemos chegar a conclusões sobre ela ou encontrar nela qualquer traço de realidade.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 136.

Além das Aparências

Quando, assim como o Buda, começamos a considerar que as coisas não são o que parecem ser, nos juntamos a uma linhagem de pessoas – uma cultura da verdade – que aspiram transcender uma visão limitada da realidade. Isso é excitante, você não acha? Imagine viver em uma cultura que não se baseie em visões fixas. Imagine atividades que não se originem de “eu sou” – nem mesmo “eu sou budista”, ou “eu sou um membro da cultura da verdade”, ou “eu sou indiano, tibetano ou americano”. Desde o tempo do Buda, a cultura de enxergar além da aparência das coisas tem trazido liberdade aos seus cidadãos.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 132-133.