“(…)— O Velho da Montanha Errante.
(…)
— Sim — respondeu a imperatriz Criança —, não se pode procurar o Velho da Montanha Errante. Só se pode encontrá-lo.
(…)
— Se ele existir encontro-o com certeza — replicou ela com um sorriso enigmático — e se o encontrar é porque ele existe.
— Ele é… como a senhora?
— É como eu — replicou ela — porque é, em todos os aspectos, o contrário do que eu sou.
(…)
— Não precisa saber agora. Chegará lá em sonhos. E dia virá em que você poderá saber onde esteve.
(…)
Viu, como num sonho, que se encontrava numa grande caverna cujas paredes pareciam ser de ouro. Viu também o Dragão da Sorte deitado a seu lado. Viu ainda, ou melhor, pressentiu, que no meio da caverna havia uma nascente, e que à volta dessa nascente estavam deitadas duas serpentes mordendo a cauda uma da outra, uma clara e outra escura…”
ENDE, Michael. A História sem fim.São Paulo: Martins Fontes, 2022, pág.193-195.
