Conectando-nos passivamente com nós mesmos

A aplicação mais crucial da CNV pode ser em como tratamos a nós mesmos. Quando cometemos erros, podemos utilizar os processos de luto e perdão da CNV para nos mostrar onde podemos crescer, em vez de nos enredarmos em julgamentos moralizadores sobre nós mesmos. Ao avaliarmos nosso comportamento em termos de nossas próprias necessidades não-atendidas, o ímpeto pela mudança surge não da vergonha, culpa, raiva ou depressão, mas de nosso genuíno desejo de contribuir para o nosso bem-estar e o dos outros.

Também cultivamos a autocompaixão ao escolhermos conscientemente em nossa vida diária agir apenas a serviço de nossas próprias necessidades e valores, em vez de por obrigação, por recompensas extrínsecas, ou para evitar a culpa, a vergonha ou a punição. Se revisarmos as ações sem alegria às quais costumamos nos sujeitar e substituirmos “tenho de fazer” por “escolho fazer”, descobriremos mais prazer e integridade em nossa vida.

Rosenberg, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Editora Ágora. São Paulo, 2006, pp. 194-195.

Tópicos do Capítulo

  • A utilidade mais importante da CNV pode ser no desenvolvimento da autocompaixão.
  • Usamos a CNV para nos avaliarmos de maneira que promova crescimento, em vez de ódio por nós mesmos.
  • Evite dizer “Eu deveria”!.
  • Julgamentos de si mesmo, assim como todos os julgamentos, são expressões trágicas de nossas necessidades insatisfeitas.
  • O luto na CNV: conectar-nos com os sentimentos e necessidades não atendidas que foram estimulados por ações passadas pelas quais agora nos arrependemos.
  • Perdão a nós mesmos na CNV: conectar-nos com a necessidade que estávamos tentando satisfazer quando tomamos a atitude da qual agora nos arrependemos.
  • Temos compaixão para conosco quando conseguimos acomodar todas as partes de nós mesmos e reconhecer as necessidades e valores expressos por cada uma dessas partes.
  • Queremos agir motivados pelo desejo de contribuir para a vida, e não por medo, culpa, vergonha ou obrigação.
  • A cada escolha que você fizer, esteja consciente de que necessidade ela atende.
  • Esteja consciente das ações motivadas pelo desejo por dinheiro ou pela aprovação dos outros, ou pelo medo, vergonha ou culpa. Saiba o preço que você paga por elas.
  • O comportamento mais perigoso de todos pode consistir em fazer as coisas “porque esperam que façamos”.

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

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