“O termo puer aeternus, “jovem eterno”, é frequentemente utilizado na psicologia para denotar uma forma particular de neurose nos homens, que se caracteriza pela tendência de permanecer preso à adolescência em consequência de um apego excessivo à mãe.
(…)
Sabemos que a necessidade e a dificuldade de nos libertar da mãe representa um problema universal, talvez pudéssemos até dizer “normal”, com o qual todos os povos primitivos, por exemplo, lidam através de cerimônias de iniciação masculinas. As cerimônias de confirmação protestantes e católicas mutatis mutandis ainda indicam fracos vestígios dessas iniciações.
(…) o apego à mãe faz com que o rapaz continue a ser infantil, socialmente irresponsável e turbulento.
FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 363-368.
OS ANTECEDENTES RELIGIOSOS DO PROBLEMA DO PUER AETERNUS
