Restauração- Sudário

“Em junho e julho de 2002, uma completa restauração do Sudário, batizada pelas autoridades de Turim como o Programa de Conservação, foi realizada conforme recomendações da Comissão de Preservação do Sudário.(…) Essa proposta foi apresentada ao cardeal Poletto, curador papal do Sudário, que o examinou e enviou para o cardeal Soldano, o Secretário de Estado do Vaticano, que por sua vez o submeteu 20 Papa João Paulo II, que concedeu sua permissão.

A restauração foi secretamente efetivada dos dias 20 de junho a 22 de julho de 2002, na nova Sacristia da Catedral de Turim, construída depois do incêndio de 1997. O leito no qual o Sudário se encontrava foi preparado numa mesa móvel, para ser levado à nova sacristia. O novo revestimento foi colocado no leito Bodino, o qual foi equipado com uma tampa de vidro para facilitar a operação de costura, e o revestimento foi estendido, com o Sudário por cima. Um videomicroscópio com poder de ampliação de 80x a 450x foi preparado a fim de garantir aos artesãos uma visão direta, para que pudessem distinguir entre poluentes, resquícios de sangue etc. Um suave aspirador, um vaporizador ultrassônico e pesos de chumbo foram para suavizar os vincos. A restauração foi executada pela dra. Mechthild Flury-Lemberg, ex-curadora do Museu Têxtil da Fundação Abegg e da Escola de Restauração de Riggisberg, Suíça, e principal autoridade no que diz respeito à parte têxtil do Sudário, acompanhada por sua ex-estudante Irene Tomedi, na Sacristia da Catedral de Turim.

A restauração procedeu da seguinte forma: depois que as fotos iniciais foram tiradas, os trinta remendos que foram costurados pelas Pobres Claras em 1534 e, mais tarde, por outros restauradores, foram removidos, etiquetados e conservados. Em seguida, foi removida a Vestimenta Holandesa (revestimento traseiro). Os vincos da parte traseira da peça foram esticados. Na frente, restos carbonizados foram removidos com leves raspagens. Pesos de chumbo foram colocados para alisar as dobras. Eles removeram as partículas de carbono dos buracos produzidos pelo fogo e repetiram o processo depois de rasparem gentilmente as pontas soltas dos buracos com espátulas. Depositaram, então, essas partículas em numerosos tubos de vidro, que foram sistematicamente rotulados e mapeados conforme sua localização no Sudário. Depois da remoção do revestimento traseiro, a operação incluiu a varredura digital de toda a extensão do Sudário, frente e verso, fotografias convencionais e digitais da frente da peça, além de fotos tradicionais da parte de trás. Eles também tiraram fotografias fluorescentes, colheram amostras por meio de fitas adesivas aplicadas na parte de trás da vestimenta, deram início à espectroscopia Raman e a medidas fluorescentes e de refletância, tomaram medidas precisas do Sudário e colocaram uma nova Vestimenta Holandesa, usando fios de seda para firmar cada buraco de queimadura na peça. A Vestimenta Holandesa era uma peça de linho rústico que tinha sido adquirida havia 50 anos pelo pai da dra. Mechthild Flury-Lemberg, e foi meticulosamente lavada para que fosse amaciada e desinfetada. Depois da restauração, medidas oficiais do Sudário foram novamente tiradas por Bruno Barberis e Gian Maria Zaccone, na posição de exposição (imagem frontal à esquerda e dorsal à direita). Houve um significativo aumento no comprimento comparação com as medidas oficiais feitas pelos mesmos cientistas e na largura em em antes da restauração. O comprimento da parte de baixo a mede 441,5 centímetros (14,4848 pés): a parte de cima, 434,5 centímetros (14,2552 pés), o lado esquerdo (altura) mediu 113,0 centímetros (37073 pés) e o lado direito mediu 113,7 centímetros (37303 pés). Isso é razoável, porque as medidas podem variar por causa da tensão da roupa e dos procedimentos de esticamento que foram utilizados. Um exame da parte de trás do Sudário foi conduzido para determinar s se uma imagem dupla do corpo estava presente. A imagem principal do corpo não apareceu, embora houvesse uma imagem compatível com o cabelo particularmente os dois cachos laterais emoldurando o rosto. As bandas de cor discutidas anteriormente também são notadas na parte de tris do Sudário. Porém, a presença de sangue – correspondente em sua maioria à parte da frente do Sudário-vazou para a parte de trás, embora algum sangue presente na frente do Sudário estivesse essencialmente ausente na parte de trás. Alguns pequenos segmentos do “3” reverso também estavam ausentes, Isso foi condizente com as observações dos estudos do STURP feitos em 1978, nos quais o sangue foi percebido na parte de trás do Sudário mas nenhuma imagem definida do corpo estava presente.”

ZUGIBE, M.D, Ph.D. Frederick T.  A Crucificação de Jesus: As Conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal. São Paulo: MATRIX, 2008, pág. 218-233.

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.