Discípulo Simão

(…) por que Jesus chamou Simão (como também vários outros discípulos iletrados) para ser um instrutor quando este não havia recebido sequer uma formação rudimentar nos ensinamentos espirituais? Aqueles que se tornaram apóstolos certamente não foram escolhidos com base em credenciais acadêmicas. Jesus havia instruído Simão nos princípios do discipulado e do conhecimento de Deus em seu relacionamento numa encarnação anterior – algo que Simão, de imediato, não se recordava. Jesus podia ver as realizações espirituais de Simão nos registros astrais do cérebro desse discípulo; assim, baseando-se nessa certificação, ele reconheceu e escolheu Simão para ser o principal de seus missionários.

(…) A eloquência espiritual não é tanto uma questão de dicção, mas de magnetismo da alma, resultante de uma vida virtuosa e da comunhão interior meditativa com Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 429.

Capítulo 23: Pescadores de Homens.

O Homem Materialista Morrerá Insatisfeito.

“Esquecido da Bem-aventurança e da Vida Divina presentes em sua alma, que tudo proveem e saciam todos os desejos, o homem materialista morrerá insatisfeito. Seus anseios permanecerão com ele mesmo após a morte – uma sede latente que o impelirá a se reencarnar repetidas vezes em busca de satisfação.

Mas todo aquele que beba da fonte da eterna bem-aventurança em Deus descobrirá saciada para sempre a sede de cada desejo de todas as suas encarnações.

(…)

Gratificar o corpo e o ego com experiências materiais e posses jamais poderá compensar o homem pela perda de sua infinita felicidade da alma.

Os desejos mortais prometem felicidade, mas em vez disso trazem tristezas. “Porque os prazeres dos sentidos surgem dos contatos com o exterior, e têm começo e fim (são efêmeros), eles são causadores apenas de infelicidade. Nenhum sábio busca neles a felicidade.”*

A alma até mesmo da pessoa mais mundana está internamente ciente de sua Bem-aventurança celestial, que se perde apenas na sua identificação externa com o corpo. E por isso que ela jamais pode ficar satisfeita por muito tempo com os prazeres temporários dos sentidos.”

*Nota:  A Yoga do Bhagavad Gita.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 327-328.

Capítulo 17: A Mulher de Samaria, Parte I.

 

O Esquecimento Necessário na Reencarnação

“A cortina que oculta e separa uma encarnação de outra é uma das grandes ilusões criadas por Deus. Sem tal divisão entre encarnações, nenhum ator no palco da vida seria capaz de lidar com sua identidade caleidoscópica e seus relacionamentos com os demais, nem com seu papel nos eventos cármicos de causa e efeito que se movem qual redemoinho à sua volta – um desconcertante conflito de inúmeras encarnações, com seus relacionamentos interpessoais ramificando-se em ilimitadas existências e experiências prévias. Ao esquecermos o passado, estando limpa a lousa da memória de cada nova existência, há uma renovação e mantém-se um grau de ordem progressiva no drama cósmico.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 112.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

Uma Nova Era

“Como os indivíduos, as coletividades também voltam ao mundo pelo caminho da reencarnação. É assim que vamos encontrar antigos fenícios na Espanha e em Portugal, entregando-se de novo às suas predileções pelo mar. Na antiga Lutécia, que se transformou na famosa Paris do Ocidente, vamos achar a alma ateniense nas suas elevadas indagações filosóficas e científicas, abrindo caminhos claros ao direito dos homens e dos povos. ”

(…)

“(…) quando a Idade Média estava prestes a extinguir-se, grandes assembleias espirituais se reúnem nas proximidades do planeta, orientando os movimentos renovadores que, em virtude das determinações do Cristo, deveriamencaminhar o mundo para uma nova era.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 157-159.

Regresso ao Sistema de Capela

“Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador. A maioria regressa, então, ao sistema da Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas afeições mais santas e mais puras, mas grande
número desses Espíritos, estudiosos e abnegados, conservaram-se nas hostes de Jesus, obedecendo a sagrados imperativos do sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho de generosas e abençoadas missões.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 42.

Transição do Corpo Perispiritual

“Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e de pêlos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações.”

Nota Pessoal: Demonstração clara da influência direta do perispírito na organização do DNA.

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 26.

Almas Perdidas e Espíritos Diabólicos

“Em raras ocasiões, a insanidade não se deve a um transtorno do cérebro, mas à possessão por almas perdidas, algumas das quais são espíritos malignos demoníacos que podem ser exorcizados ou expulsos por agentes de cura como Cristo.

(…) uma alma perdida de natureza demoníaca é muitas vezes o espírito desencarnado de um assassino, ou de algum outro perverso criminoso, ou de um indivíduo devasso – um “demônio”. Por causa de uma profana desconsideração para com a santidade da vida, seu próprio karma condena o espírito de tais pecadores a uma existência horripilante nas esferas inferiores do mundo astral, onde eles permanecem “presos à terra”, perambulando desconsoladamente em regiões tenebrosas do espaço etéreo astral.

(…)

Tais espíritos diabólicos que se apinhavam no cérebro de sua vítima deleitavam-se sumamente com sua liberdade em meio às percepções de um mundo repleto de objetos definidos e em que podiam desfrutar, através do cérebro do indivíduo possuído, as sensações de som, luz, paladar, olfato e tato. Temiam que lhes fosse negada a possibilidade de seguir passeando no veículo corporal – que mantinham à deriva num mundo de sensações e cenários físicos – e que fossem novamente arrojados ao inferno e aos pesadelos de uma obscura existência subconsciente, “o abismo.

(…)

Os espíritos imundos, juntamente com as almas (a consciên individualizada em processo de evolução) dos porcos, viram-se for dos a regressar à obscura região astral dos seres não evoluídos – Os es píritos malignos foram arrojados novamente ao estado subconsciente dos pesadelos que eles mesmos criaram; as almas dos porcos em breve reencarnariam em formas de vida mais desenvolvidas, de acordo com a ordem natural da evolução ascendente.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. II. Editora Self, 2017, pág. 178-180.

Capítulo 38: “A tua fé te salvou” A tempestade, a doença, os demônios e a morte curvam-se diante da vontade de Jesus.

Nascimento do Avatar e Vibração

“O nascimento de “Avatares” ou de altas entidades siderais no vosso orbe, como Jesus, exige a mobilização de providencias incomuns por parte da técnica transcendental, cujas medidas ainda são ignoradas e incompreendidas pelos terrícolas. É um acontecimento previsto com muita antecedência pela Administração Sideral*, pois do seu evento resulta uma radical transformação no seio espiritual da humanidade.

(…)

para cumprir a missão excepcional no prazo marcado pelo Comando Superior, o plano de sua encarnação também prevê o clima espiritual de favorecimento e divulgação de sua mensagem na esfera física. Deste modo, encarnam-se com a devida antecedência, espíritos amigos, fiéis cooperadores, que empreendem a propagação das ideias novas ou redentoras, recebidas do seu magnifico Instrutor, em favor da humanidade sofredora.

*Nota: Vide a obra de Ramatis, Mensagens do Astral, cap. “Os Engenheiros Siderais e o Plano da Criação“, que dá uma ideia aproximada da “Administração Sideral”  Trecho extraído da obra A Caminho da Luz, de Emmanuel, por Chico Xavier: “Rezam as tradições do mundo espiritual que, na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Jesus foi um “Avatar” ou seja, uma entidade da mais alta estirpe sideral já liberada da roda exaustiva das reencarnações educativas ou expiatórias. Em consequência, a sua encarnação não obedeceu às mesmas leis próprias das encarnações comuns dos Espíritos primários e atraídos à carne devido aos recalques da predominância do instinto animal. 

(…) Jesus, o Sublime Peregrino, ao baixar à Terra em missão sacrificial e sem culpas a redimir, para facilitar o seu ligamento com a matéria, viu-se obrigado a mobilizar sua vontade num esforço de reviver ou despertar na sua consciência o desejo de retorno à vida física já extinto em si há milênios e milênios. A fim de vencer a distância vibratória existente entre o seu fulgente reino angélico e o mundo terreno sombrio, ele empreendeu um esforço indescritível de “auto-redução”, tão potencial quanto ao que um raio de Sol teria de exercer em si mesmo para conseguir habitar um vaso de barro.

(…)

(…) para alcançar a matéria na sua expressão mais rude, teve de submeter-se a um processo de abaixamento vibratório perispiritual, de modo a ajustar-se ao metabolismo biológico de um corpo carnal.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 31-33.

Justiça Divina e Carma

“Examinando as tropelias sangrentas narradas no Velho Testamento, podemos certificar-nos do imenso número de soldados, comparsas e aventureiros judeus, que naquela época praticaram as mais bárbaras atrocidades. No entanto, sob o gládio da justiça divina, eis que eles retomaram à carne travestidos ainda na figura de judeus, porém, humilhados e vitimas dos nazistas nos famigerados campos de concentração e em mortes cruéis, para resgatar os débitos clamorosos do pretérito*.

*Nota do Médium – Segundo certo comunicado mediúnico por entidade de reconhecido critério espiritual, Hitler, no passado, foi o rei Davi e comandou inúmeras vezes as hecatombes sangrentas registradas amiúde, na Bíblia. Mas de acordo com a lei de “quem com ferro fere com ferro será ferido” o seu espírito retornou à Terra, na Alemanha, e, sob a injunção do Carma, abriu as comportas do sofrimento redentor para os seus próprios comparsas e soldados que comandou outrora e lhe cumpriram fielmente as ordens bárbaras. Assim, os mesmos judeus que ele trucidou neste século, nos campos de concentração, já tinham vivido com ele e eram os mesmos soldados a comparsas Impiedosos, afeitos nos massacres dos povos vencidos. Como exemplo a esmo das barbaridades cometidas pelo rei Davi e seus exércitos, no passado, eis o que se encontra em II Samuel, 12:31 e transcrevemos: “E trazendo os seus moradores, os mandou serrar; o que passassem por cima delas carroças ferradas; e que os fizessem em pedaços com cutelos; oe os botassem em fornos de cozer tijolos; assim o fez com todas as cidades do amonitas; e voltou Davi com todo o seu exército para Jerusalém.”

**Nota: Citação de Samuel é controvertida

(…)

“Os esoteristas, teosofistas, rosa-cruzes e iogues reconhecem Jesus como entidade já liberada do jugo do Carma um Avatar ou Instrutor Espiritual de alta estirpe; enfim, um “eleito” de elevada categoria sideral e de amplitude cósmica.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 28-30.

Apresentação do Livro por Mansour Challita II

“Gibran acreditava na transmigração das almas e estava certo de que vivera no tempo de Jesus e que Jesus visitou então o norte do Líbano, terra de Gibran. “Eu O vi lá. Eu sei.”

Um dia de 1928, Gibran escreveu a um amigo:

“Ontem, à noite, vi a Sua face de novo, mais clara do que jamais a tinha visto. Não estava virada para mim. Estava olhando ao longe na vasta noite. Era, ao mesmo tempo, sereno e austero, e pensei um momento que sorriria, mas não sorriu. Era jovem, fora de toda idade, e imortal. Não Deus, não; mas o Filho do Homem, encarando tudo o que o homem deve encarar, sabendo tudo o que o homem soube ou saberá. Sua face era a face de um invencível. a face de um amante, e de um irmão, e de um amigo. Sua garganta era morena e forte; seus olhos eram como duas brasas. Agora, meu amigo, sinto-me seguro de que poderei desenhar esta face. Será como uma efígie para a proa de um grande navio.”

Poucas semanas depois desta visão, Gibran decidiu adiar seus outros planos literários e escrever um livro sobre Jesus. Escreveu-o num estado de febre permanente, espiritual e, às vezes, física. Gibran estava doente na época. Mas sua inspiração o arrastava como uma torrente. Trabalhava sem parar, frequente mente até a madrugada. Ditava a Bárbara Young; e ela conta como seu rosto vivia quando trabalhava, como refletia as grandes emoções que sentia e procurava expressar. Dezoito meses deste labor extenuante, no meio das dores, foram o preço de Jesus, o Filho do Homem.”

GIBRAN, Gibran Khalil.  Jesus, o Filho do Homem. Tradução: Mansour Challita. Associação Cultural Internacional Gibran, 1973, pág. 19.