Almas no Seio de Deus

“Como almas, todos estávamos originalmente no seio de Deus. O Espírito projeta o desejo de criar uma expressão individualizada de Si Próprio. A alma se torna manifesta e projeta a ideia do corpo em uma forma causal. A ideia se torna energia, o corpo astral vitatrônico. O corpo astral se torna condensado no corpo físico. Através do corredor espinal integrado desses três instrumentos, a alma desce para a identificação com o corpo e a matéria densa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 283-284.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Quem é Jesus? O Livro de Marcos

“Marcos escreveu o seu Evangelho com a finalidade precisa de responder à pergunta: “Quem é Jesus?”. O evangelista, porém, não responde com doutrinas teóricas ou discursos de Jesus. Ele apenas relata a prática ou atividade de Jesus, deixando que o leitor chegue por si mesmo à conclusão de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus.”

(…)

Toda a atividade de Jesus é o anúncio e a concretização da vinda do Reino de Deus (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder é substituído pelo serviço (campo político), o comércio pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de proposta alternativa de sociedade, que leva ao nivelamento fraterno das pessoas. Isso provoca a oposição acirrada das autoridades e dos privilegiados, que fazem de Jerusalém e do Templo a sede do
seu poder e riqueza. O resultado do conflito é a paixão e morte de Jesus. Mas Jesus não permanece morto. Ele ressuscita, e sua Ressurreição é a sentença condenatória do sistema que o matou. O livro de Marcos é apenas o começo da Boa Notícia (1,1). O autor deixa claro, portanto, que sua obra não é completa e que, para chegar ao fim, supõe que o leitor tome uma posição: continuar o livro através de sua própria vida, tornando-se discípulo de Jesus.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 58664- 58673.

José de Arimatéia e o Sepulcro de Jesus

“Mas um certo homem chamado José, sendo conselheiro, da cidade de Arimatéia, que também procurou o reino de Deus, esse homem foi a Pilatos e implorou pelo corpo de Jesus. E ele o pegou, embrulhou-o em um pano de linho limpo e colocou-o em um sepulcro talhado, onde nunca havia sido posto homem.”

(…)

“Mas todos eles se esconderam, e só Nicodemos foi visto, pois ele era um governante dos judeus.”

(…)

“Da mesma forma, José também apareceu e disse-lhes: Por que é que vocês estão irritados comigo, porque eu implorei o corpo de Jesus? Eis que e o coloquei na minha nova tumba, enrolando-a em linho limpo, e rolei uma pedra sobre a porta da caverna. E não lideis bem com o justo, pois não se arrependeu quando o crucificaram, mas também o perfuraram com uma lança.”

(…)

“Mas os judeus se apoderaram de José e ordenaram que ele fosse posto em salvaguarda até o primeiro dia da semana; e disseram-lhe: Sabe que o tempo não nos permite fazer nada contra ti, porque o sábado amanhece; para que não obtenhas enterro, mas daremos a tua carne às aves do céu.”

(…)

“(…) agarraram José e o tomaram e o trancaram em uma casa onde não havia janela, e guardas foram postos à porta; e selaram a porta do lugar onde José foi encerrado.”

(….)

“E toda a multidão levantou-se cedo e tomou conselho na sinagoga para decidirem com que morte eles deveriam matá-lo. E, quando o conselho foi estabelecido, ordenaram que ele fosse trazido com grande desonra. E quando
eles abriram a porta, não o encontraram. E todo o povo ficou fora de si e maravilhado, porque encontraram os cadeados fechados, e Caifás tinha a chave.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 395-419.

O Aspecto Espiritual do Homem

“(…) honro as diversas expressões da verdade que fluem do Deus único através das escrituras de seus Vários emissários. Todas elas têm um significado tríplice: material, mental e espiritual. São fontes divinas de “águas vivas” que podem saciar a sede da humanidade no corpo, na mente e na alma.

O significado material dos ensinamentos de Cristo enfatiza seu plicado ao bem-estar físico e social (…).

A interpretação mental elucida a aplicação dos ensinamentos de Cristo para o progresso da mente e do entendimento humanos (…).

(…) em relação ao aspecto espiritual do ser humano, os ensinamentos de Jesus apontam o caminho para o reino de Deus – a experiência pessoal das infinitas potencialidades divinas de cada alma como um filho imortal de Deus, por meio da comunhão devocional e união definitiva com o Pai Celestial, o Criador de todos.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. XXI.

Parte: Introdução.

O Meu Reino não é Deste Mundo

“(João 18:35-36).

O reino soberano de minha Consciência Crística universal é a Onipresença e por isso não pode ser limitado por esta esfera terrena, muito menos por uma pequena porção de terra que poderia ser o reino de um monarca mortal. (…) Mas meu reino ‘não é daqui‘ – sendo aqui’ uma época ou lugar específicos desta criação material. Os reis de uma pequena extensão do espaço-tempo finito descobrem que seu território é de marcado por limites ilusórios de passado, presente e futuro; e desfigurado pelas mãos devastadoras da mutabilidade. Mas é agora o meu reino‘: minha Inteligência Crística reina para sempre na imutabilidade do Eterno Agora, governando tanto os reinos primordiais causal e astral como o feudo subordinado da matéria.”

(…) Pelo fato de estar unificado com a Inteligência Suprema que governa todo o cosmos, ele não se sentia inclinado a lutar por um reino terreno nem pelo poder temporário de um rei. Com sua consciência onipresente em miríades de universos e em seus incontáveis sóis, luas e planetas, ele não poderia sequer conceber a ideia de aspirar a um reino limitado.

Ao permitir com toda a mansidão que o crucificassem – o que preparou o cenário para sua ressurreição -, Jesus demonstrou tanto sua própria imortalidade como a de todas as almas. Que concebível fascinação com um reino mortal transitório poderia prevalecer quando alguém está consciente de ser herdeiro do império da Eternidade? (…) o significado da resposta de Jesus a Pilatos foi que, sendo o soberano de um reino superior imperecível, ele havia treinado os discípulos a não lutar pela conquista de poder temporal nem para salvar a vida mortal perecível. (…) Jesus inspirou nos discípulos a sabedoria suprema de sacrificar a vida mortal em prol da vida e bem-aventurança eternas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 389-390.

Capítulo 74: A crucificação.

Salvação do Mundo

“(João 12:44-50).

Em repetidas ocasiões Jesus deu testemunho a seus devotos e seguidores de que estava unido com Deus-Pai: de que dentro de seu eu físico estava a Consciência Crística e, por trás dela, a Consciência Cósmica; e que todos aqueles que sintonizassem com o Eu interior ou Consciência Crística que nele habitava conheceriam esta sua verdadeira natureza e seriam conduzidos da mortalha da ilusão e do sofrimento à eterna luz do reino de Deus.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 204.

Capítulo 66: “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado”.

Impacto nas Futuras Gerações

“A dilacerante ignominia da morte de Jesus, seguida pela glória de sua ressurreição, exerceria um profundo impacto nas futuras gerações do mundo com o inesquecível reconhecimento de sua vida divina e de sua mensagem de salvação, propiciando ao homem ingressar no reino de Deus. (…) A humilde submissão de Jesus na cruz demonstraria a benevolência com que o Pai detém Sua mão onipotente quando desafiado pela maldade humana; o perdão que Jesus expressou durante a crucificação de seu corpo daria testemunho da natureza amorosa e compassiva do Pai.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 198.

Capítulo 66: “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado”.

Dai a César e a Deus

Dai a César”: a atitude espiritual com relação ao cumprimento dos deveres mundanos.

Dai a vosso rei terreno, César, aquilo que é terreno, tal como o Dai tributo monetário que ele considera seu” – disse Jesus aos fariseus-, “mas em vosso coração dai a Deus todo o crédito e toda a reverência, porque Ele é o Soberano Supremo, o verdadeiro possuidor de todas as coisas materiais e mentais, terrenas e celestiais“.

Jesus assim aconselha a todos os devotos que obedeçam aos costumes de seu país e acatem suas leis, como é o caso do pagamento de impostos. Porém, enquanto cumprem as obrigações mundanas, eles devem internamente prestar a homenagem de sua alma a Deus apenas, Aquele que é o Rei dos reis e, como Criador de nosso país de origem, da Terra, do céu, é o Possuidor de todas as coisas que neles existem, qualquer que seja sua natureza: familiar, social, nacional, internacional e cósmica.

(…)

A verdadeira religião é uma arte de viver que harmoniza todos os aspectos do dharma humano – suas justas obrigações materiais, mentais, sociais, morais e espirituais – sem negligenciar tudo aquilo que é necessário para uma boa harmonia em corpo, mente e alma. As palavras de Jesus “dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” nos recordam que, enquanto vivemos no mundo material, esquivar-nos das responsabilidades materiais denota falta de sabedoria. (…) A serenidade de um santo na solidão do Himalaia não é perturbada pelas contracorrentes conflitantes dos deveres sociais e espirituais; no entanto, maior é a grandeza do devoto cujos feitos espirituais podem passar incólumes por todos os desafios do severo campo de provas do mundo.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 188.

Capítulo 65 : Jesus ensina pela última vez no templo de Jerusalém.

Boa Nova do Reino de Deus

“O Universo é regido por leis perfeitas e imutáveis tanto na dinâmica das suas leis físicas como na regência das suas leis morais. Tudo se move num nitro harmonioso e seguro. Assim, quanto aos Espíritos, longa caminhada da sua evolução, proporciona-lhes sempre múltiplas oportunidades ou ensejos de desenvolverem e consolidarem a sua consciência individual, pois esta matriz que lhes estrutura o caráter.

Em tais condições, todos os acontecimentos de grande projeção moral e social, que se processam na face dos planetas, estão subordinados a um esquema de absoluta segurança previsto pelo Governo Oculto de cada orbe. A conturbação proveniente de surpresas ou imprevistos no existe nas manifestações panorâmicas da Criação cósmica.

Consequentemente, Jesus só desceu à Terra depois do Alto programar e aprovar o fato. Porém, quanto aos aspectos intermediários de suas atitudes, tratando-se de um missionário de elevada hierarquia espiritual, torna-se evidente que ele não seria um autômato acionado por “cordões” manejados do mundo invisível. Era um elevado mensageiro eleito pela Administração Sideral para entregar à Humanidade terrena o Código de sua própria redenção espiritual.

(…)

Num dos momentos mais expressivos de sua vida, quando lhe solicitaram para demonstrar suas credenciais superiores de Mestre, eis que ele curvou-se humilde e lavou os pés dos seus apóstolos.

(…)

Todos os espíritos ligados ao Mestre Nazareno e participantes do advento do Cristianismo eram peças escolhidas com a devida antecedência visando a mais proveitosa movimentação no plano redentor da humanidade.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 274-276.

 

Filho de Deus

“Ele já possuía em si mesmo, por força de sua hierarquia espiritual, a ventura e a paz de desejadas pelo homem terreno. O êxito absoluto na sua tarefa salvacionista não dependeu de proteções celestiais privilegiadas, mas do seu amor intenso e puro, de afeto desinteressado e incondicional para com o homem. Essas virtudes expandiam-se naturalmente de sua alma à contagiavam quantos o cercavam, assim como o cravo e o jasmim não podem evitar que o perfume inerente à sua natureza floral também se desprenda sobre as demais flores do jardim.

Jesus não tinha dúvidas quanto à realidade do “Reino de Deus” a ser fundado entre os homens, porque esse ideal era manifestação espontânea de sua própria alma já liberada da roda viciosa das encarnações planetárias.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 20.