Ritos de passagem para bruxaria

Um “rito de passagem” é uma transição de um estado de vida para o outro. (…) A iniciação é um conjunto de rituais ensinamentos orais criados para causar uma mudança definitiva no status religioso e social da pessoa que passa pelo ritual. Ocorre uma catarse, uma purificação espiritual. Ela se torna, de fato, outra pessoa. O tema central da iniciação (qualquer iniciação, quer seja na bruxaria, numa tribo primitiva ou mesmo no cristianismo) é o que se chama de palingênese: um renascimento. Você está colocando um ponto final na vida como a conheceu até este ponto e “renascendo”…com um novo conhecimento.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 121.

Inverno e Verão

O ano era dividido naturalmente em dois. No verão, os alimentos podiam ser cultivados, e por isso a Deusa predominava; no inverso, os homens e mulheres tinham de se voltar para a caça, portanto o que predominada era a energia do Deus. (…) O Deus Cornífero passou a ser visto mais como um deus da natureza em feral, um deus da morte e de tudo o que existe depois dela. A Deus ainda regia a Fertilidade e o Renascimento (…)

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 32.

Rituais de Passagem ou Iniciação

Os chamados ritos [ou rituais] de passagem, que ocupam um lugar proeminente na vida de uma sociedade primitiva (cerimônias de nascimento, de atribuição de nome, de puberdade, casamento, morte, etc.), têm como característica a prática de exercícios formais de rompimento normalmente bastante rigorosos, por meio dos quais a mente é afastada de maneira radical das atitudes, vínculos e padrões de vida típicos do estágio que ficou para trás. Segue-se a esses exercícios, um intervalo de isolamento mais ou menos prolongado, durante o qual são realizados rituais destinados a apresentar, ao aventureiro da vida, as formas e sentimentos apropriados à sua nova condição, de maneira que, quando finalmente tiver chegado o momento do seu retorno ao mundo normal, o iniciado esteja tão bem como se tivesse renascido.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 20-21.