O Gênesis é Profundamente Simbólico

“O Gênesis é profundamente simbólico e não pode ser assimilado por meio de uma interpretação literal” – explicou ele. “A árvore da vida’ é o corpo humano; a coluna vertebral assemelha-se a uma árvore invertida, tendo como raízes os cabelos do homem, e como galhos, os nervos aferentes e eferentes. A árvore do sistema nervoso produz muitos frutos apetitosos: as sensações da visão, da audição, do olfato, do paladar e do tato. A estes o homem tem permissão de desfrutar; mas lhe foi proibida a experiência do sexo, a ‘maçã’ no centro do corpo (‘no meio do jardim’).

“A ‘serpente” representa a energia enrolada na base da espinha dorsal, que estimula os nervos sexuais. ‘Adão’ é a razão, ‘Eva’ é o sentimento. Quando o impulso sexual suplanta a emoção ou a ‘consciência de Eva’ em qualquer ser humano, sua razão ou Adão também sucumbe.

“Deus criou a espécie humana materializando o corpo do homem e da mulher pela força de Sua vontade; Ele dotou a nova espécie com o poder de criar filhos de idêntica maneira divina ou “imaculada”.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 159-160.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

Personalidade das Criaturas

“Compreendemos, afinal, que Adão e Eva constituem uma lembrança dos Espíritos degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a personalidade das criaturas.

(…)

As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande maleabilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais
o princípio espiritual encontraria o processo de seu acrisolamento, em marcha para a racionalidade.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 23-24.

A Entrada em Jerusalém

A entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém inspira um belo simbolismo quando interpretada espiritualmente como um acontecimento relevante para o ser humano de todas as épocas. A cidade de Jerusalém é a consciência do homem; seus pensamentos e sentimentos são os habitante. A chegada de Jesus a Jerusalém evoca a abertura dos portais da devoção humana para permitir a entrada da Consciência Crística – com seu poder onisciente – no reino corporal, diante do regozijo de todos os seus cidadãos: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 165.

Capítulo 64 : A entrada triunfal em Jerusalém.

Pano de Linho

“(…) Sabe-se que ele, um homem rico, possuía um grande túmulo esculpido numa rocha e que este túmulo, “onde nenhum corpo humano ainda fora depositado”, estava localizado num jardim, também pertencente a José, “próximo do local da Crucificação. Não se pode, porém, ignorar o simbolismo aqui contido. O túmulo – onde ninguém ainda fora depositado numa grande rocha, num jardim, era mais que um túmulo comum. Há muitos séculos, as escolas de mistérios vêm usando esses túmulos onde os corpos dos seus grandes líderes são depositados apenas para serem ressuscitados. O túmulo onde Jesus foi depositado por José era parcialmente reservado à escola secreta. (…) José e seu amigo Nicodemos “envolveram o corpo de Jesus num pano de linho [sabendo] que Jesus se ergueria do túmulo”.

De passagem, talvez seja interessante notar que este mesmo José de Arimatéia foi mandado para a Grã-Bretanha pelo Apóstolo S. Filipe, por volta do ano 63, e instalou-se em Glastonbury, como consta dos registros históricos tradicionais, com alguns outros discípulos da escola secreta. Ali, ele deu curso à missão especial de que o incumbiu Jesus, missão que representava o lançamento das bases dos ensinamentos e práticas das doutrinas secretas.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 149-150.

O Gral Sagrado

“(…) Eles reconheceram no ato de beberem todos da mesma taça sagrada um símbolo muito antigo de ordenação bênção, símbolo de poder e de igualdade de posição em qualquer trabalho ou missão. Jesus pegou, a seguir, do pão e, após pedir a Deus que o abençoasse, dividiu-o, em pequenos pedaços, entre eles, explicando: “Esta forma material que agora vos sirvo simboliza meu corpo, o qual vos dou e divido entre vós, e por ela vos lembrareis de mim como sendo dividido entre vós, e uno convosco, e um de vós.

O beber do vinho da taça, ou gral sagrado, ainda é uma cerimônia simbólica e sagrada das escolas secretas do Oriente e do Oriente Próximo, e mesmo dalgumas escolas de sabedoria espiritual e sagrada no mundo ocidental. A divisão do pão e do vinho não era ideia original de Jesus, mas um costume antigo e sagrado que Ele aplicou de modo novo, por que nova era a Sua missão na terra, baseada em antigos símbolos e cerimônias sagradas. Comer do pão era, deste modo, partilhar do corpo físico do Cristo, e beber do vinho era beber do Seu sangue e, assim, estar não só em sagrada comunhão com Ele, mas ser parte Dele em qualquer obra sagrada de que Ele os encarregasse e lhes transferisse.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 106-107.

Símbolo Oficial dos Rosacruzes

“A rosa foi colocada sobre a cruz como símbolo de crucificação, assim como a pomba, o Sol e a serpente. A rosa na cruz tornou-se o símbolo oficial dos Rosacruzes, mas foi também usada por vários ramos da Fraternidade e Grande Fraternidade Branca, antes de sua adoção oficial como emblema universal. O emblema dos primitivos Templários era uma rosa vermelha sobre uma cruz, adotado por eles por causa dos Essênios. Em alguns manuscritos místicos antigos a rosa chamada de Naurutsm, Nausir ou rosa de Isuren, de Tamul ou Sharon, ou ainda Rosa Aquática, Lírio, Padma, Pena, Lótus-crucificada nos céus para a salvação do homem. Jesus, o Cristo, foi chamado A Rosa, Rosa de Sharon, ou de Isuren. Em tudo isto vemos a relação entre o emblema Rosacruz e o misticismo cristão inicial.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 270.

A Grande Fraternidade Branca

A Grande Fraternidade Branca, a que nos referimos tantas vezes nos capítulos anteriores, era uma organização não sectária formada primitivamente pelos ancestrais de Amenhotep IV, faraó do Egito, mais conhecido como Akhenaton na literatura filosófica. Não se sabe ao certo qual desses ancestrais foi o primeiro a proclamar a fundação da Fraternidade, mas sabemos que Tutmés III um grande número das regras e regulamentos relativos à conduta da Fraternidade, os quais continuaram em vigência por muitos séculos. Em um dos registros Rosacruzes verificamos que ao final de seu reinado como faraó do Egito, em 1447 a.C., havia trinta e nove mulheres formando o alto conselho da Fraternidade secreta. As reuniões do conselho eram realizadas em um dos salões do templo de Karnak, em Lúxor, onde Tutmés III havia erigido dois obeliscos com a gravação do renomado cartucho que se tornou o famoso selo da Fraternidade, usado ainda hoje no Egito e na América como selo oficial da organização chamada Ordem Rosacruz. As seguintes palavras foram escritas nos registros, por ocasião do estabelecimento desse cartucho como selo da organização, relativas ao seu uso: “Em testemunho do grande trabalho de nosso professor (Mestre) para que seja para sempre um símbolo de honra e lealdade.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 175-176.

Morte e Ressurreição

“Existe um tema comum em mitos pelo mundo afora, o relacionado a morte e a ressurreição. O simbolismo é muitas vezes aprofundado, acrescendo-se uma descida ao submundo, com posterior retorno. Nós encontramos esse mito na descida de Ishtar ao Mundo dos Mortos e na busca por Tannaz; na pedra dos cachos dourados de Sif; na perda das maçãs douradas de Idunn; na morte na ressurreição de Jesus; Na morte na ressurreição de Shiva e muitos mais. Basicamente, todos representa uma chegada do outono e do inverno, seguida pelo retorno da primavera e do verão; a figura principal representando o espírito da vegetação.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 64-65.

Uno

“As personagens simbólicas que comparecem essas histórias correspondem em importância – e não raro em características e façanhas – às personagens das iconografias mais sofisticadas, e o mundo maravilhoso em que se movem é precisamente o mundo das grandes revelações: O mundo e a época que se encontram entre o sono profundo e a consciência desperta, a zona em que o Uno se torna o múltiplo e os muitos se reconciliam com o Uno.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 285.