Os Sinais Distintivos do Sábio

“(Os sinais distintivos do sábio são:) humildade, ausência de hipocrisia, inofensividade, capacidade de perdoar, retidão, serviço ao guru, pureza de mente e de corpo, firmeza, autocontrole;

Indiferença aos objetos dos sentidos; ausência de egotismo, compreensão das dores e dos males (intrínsecos à vida mortal): nascimento, doença, velhice e morte;

Desapego, não identificação do Eu com filhos, esposa e casa, por exemplo; equanimidade ininterrupta em circunstâncias de sejáveis ou indesejáveis;

Inabalável devoção a Mim pela yoga que nega a separatividade, busca de lugares solitários, rejeição da companhia de homens mundanos;

Perseverança no Autoconhecimento; e percepção, por meio da meditação, do objeto de toda a aprendizagem: a verdadeira essência ou significado. Todas essas qualidades constituem sabedoria; as qualidades opostas a elas constituem ignorância.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 497.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Prioridades e Consistência ao Longo do Tempo

“Acabe com o hábito confortável e obstinado de idolatrar seus compromissos menores e ignorar seu pacto mais importante com a sabedoria. Ninguém vai responder pelo que você faz.”

(…)

“Sistematize e programe seus compromissos. Deixe que a secretária de seu julgamento lúcido determine o itinerário cotidiano de sua vida.”

(…)

“O primeiro gole não faz um bêbado. Uma série de repetições levianas de uma ação errada elege o hábito dominador como governante. A força quantitativa prevalece sobre a frágil voz qualitativa da razão (…)”

YOGANANDA, Paramahansa. Como Despertar Seu Verdadeiro Potencial. Ed. Pensamento. Versão Kindle, 2019, Posição 154-162.

Porta Aberta Entre os Mundos

“– E essas respostas – continuou meu colega – traduzem equação definitiva para os problemas que expõem?

– Isso não – aclarou o Assistente, convicto –; entre o auxílio e a solução vai sempre alguma distância em qualquer dificuldade, e não podemos esquecer que cada um de nós possui os seus próprios enigmas.

Se é assim, por que motivo o intercâmbio? Se os desencarnados não podem oferecer uma conclusão pacífica aos tormentos dos irmãos que ainda se demoram na carne, por que a porta aberta entre eles e nós?”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 18.

Commodity Mediúnico

“Mediunidade não basta por si só.
É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade do nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 11-18.

Enriquecer o Pensamento

“Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós das esferas mais altas, por meio dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 11-18.

Ponto de Partida Existencial

Chegamos cada vez mais perto de nossa pauta e ponto de partida existencial: o domínio de si mesmo, oriundo do autoconhecimento, da aceitação do que temos e somos.

Transformar-se significa dar forma em si mesmo, escolher ser e realizar tudo o que podermos e que, em verdade, já somos, na mente daquele que é.

General

O Que é Realmente a Liberdade

“Procure compreender o que é realmente a liberdade e como ela é alcançada. A liberdade não é o direito ou a capacidade de fazer o que se quer. Ela vem da compreensão dos próprios limites e dos limites naturais estabelecidos pela providência divina. Ao aceitar os limites e as inevitabilidade da vida e ao trabalhar com eles em vez de lutar contra eles, nos tornamos livres.”

Epicteto. A arte de viver/ Epicteto; uma nova interpretação de Sharon Lebell. Sextante, Rio de Janeiro, 2018, pp. 41-42.

O Corpo e o Ser

“Enquanto se apegar de alguma forma a esse corpo à feição de cadáver”, escreve o monge hindu Shankaracharya, “o homem é impuro e sofre com seus inimigos, tal como sofre no nascimento, na enfermidade e na morte; mas quando se concebe a si mesmo como [ser] puro, como a essência do Deus e do Imóvel, ele se liberta… Rejeita com energia essa limitação de um corpo inerte e corrupto por natureza. Esquece-o. Pois o que foi vomitado (como deves vomitar teu corpo) só pode causar desgosto quanto retorna à mente”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 123.

Superar a Ignorância

“Não obstante, todo fracasso em lidar com uma situação da vida deve traduzir-se, no final, como restrição à consciência. As guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância; os arrependimentos, iluminações que vêm tarde demais. Todo o sentido do mito onipresente da passagem do herói reside no fato de servir essa passagem como padrão geral para homens e mulheres, onde quer que se encontrem ao longo da escala. Assim sendo, o mito é formulado nos mais amplos termos. Cabe ao indivíduo, tão somente, descobrir sua própria posição com referência a essa fórmula humana geral e então deixar que ela o ajude a ultrapassar as barreiras que lhe restringem os movimentos. (…)

No consultório do psicanalista moderno, os estágios da aventura do herói ainda vêm a lume nos sonhos e alucinações dos pacientes. Camada após camada de falta de autoconhecimento é penetrada, exercendo o analista o papel de auxiliar, de sacerdote iniciatório. (…)

O ponto nevrálgico da curiosa dificuldade reside no fato de que as nossas concepções conscientes a respeito de que a vida deve ser raramente correspondem àquilo que a vida de fato é”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 121.

Limiar e imortalidade

“(…) a passagem do limiar constitui uma forma de auto aniquilação. (…) O desaparecimento  corresponde à entrada do fiel  no templo – onde ele será revivificado pela lembrança de quem e do que é, isto é, pó e cinzas, exceto se for imortal. O interior do templo, ou ventre da baleia, e a terra celeste, que se encontra além, acima e abaixo dos limites do mundo, são uma só e a mesma coisa”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 92.