Fotografias do Santo Sudário

“1°) Técnica – (…) Acrescentemos que, como era natural, estas fotografias não receberam retoque algum nem sofreram outro tratamento que o da revelação comum. Sem falar da consciência escrupulosa de meu amigo Enrie, o fato foi atestado, perante tabelião, por uma comissão de peritos em fotografia. (…)

2º) Resultados – (…) na chapa fotográfica, tudo que é imagem do corpo é nitidamente positivo, como costuma ficar a reprodução fotográfica comum sobre papel de cópia, quando se fotografou uma pessoa. Aqui se dá o contrário, já na própria chapa aparece o positivo, ao passo que a reprodução sobre papel de cópia é que nos fornecerá a imagem negativa (…) Logo, o corpo impresso no Santo Sudário é um negativo e tem todas as características de uma chapa fotográfica comum; todos os valores estão ali invertidos: o negro aparece branco, e o branco, negro. A única diferença é que o Sudário, imagem negativa, não apresenta sombra alguma projetada, como sempre se encontra em objetos normalmente fotografados.

(…)

(…) as impressões corporais são resultado de processo que, se for natural, como o julgamos, tem semelhança com o fenômeno fotográfico. As imagens sanguíneas, pelo contrário, foram feitas por contato direto, são decalques de coágulos, mas a isso ainda voltaremos.

3°) Conclusões- (Giuseppe Enrie)

a) A exatidão dos valores negativos da impressão é absoluta; as características desta imagem singular, que não foi feita por mão de homem, são exatas em todos os pontos, menos nas manchas de sangue.

b) A imagem está isenta do menor vestígio de tinta, de traços de pincel ou outros artifícios de desenhista ou de falsário.

c) O claro-escuro, distribuído em todas as partes, não tem traços nem pontilhados, mas sim esmaecimentos especiais e gradações insensíveis, que lembram os processos fotográficos.

d) As manchas de sangue, que são positivas sobre a imagem negativa do Redentor, estão, pelo contrário, nitidamente desenhadas e apresentam as características de impressão formadas por contato: oferecem por isso, em sua estrutura, irregularidades que evocam perfeitamente a natureza.

f) As partes correspondentes às sombras estão absolutamente isentas de impressão, porque deixam ver a tela intacta.

(…)

Não quero insistir sobre esta última conclusão. Peço ao leitor que contemple as imagens muito mais eloquentes do que a minha pena. Nesse rosto nitidamente semita, encontra-se, apesar das torturas e das chagas, uma tão serena majestade que dele ressalta uma impressão inexprimível.”

BARBET, Pierre. A Paixão de Cristo, segundo o cirurgião. São Paulo: Edições Loyola, 2014, pág. 34-37.

 

 

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

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