Povo de Zephyr

Diário Espiritual de 02 de abril de 2019

“Saudações!

Paz e fraternidade à todos que forem alcançados por este livro!

Será muito trabalhoso, tenho que dizer, fazer constar nas páginas desta obra uma descrição precisa sobre os fatos que fui instruída à lhes transmitir através da mediunidade dos amigos de meu coração. Não que as condições não sejam favoráveis, mas porque há um abismo entre as possibilidades de expressão verbal na comunidade terrestre e a riqueza de detalhes, sentimentos e experiências que o povo de Zephyr viveu em sua jornada cósmica de progresso filosófico e evolução espiritual.

Aqueles que hoje acompanham com admiração e certo espanto o nosso trabalho junto aquela à quem chamo “unidade” não imaginam que há alguns milênios atrás, cerca de 60.000 anos terrestres, nosso povo enfrentava um dos períodos mais difíceis de seu ciclo evolutivo.

O objetivo deste trabalho é realmente este: que os dramas e desafios enfrentados pelo meu povo possam servir de inspiração para o povo da Terra, para que munidos de esperança e conhecimento, sejam capazes de criar as condições necessárias para uma harmoniosa jornada de ascensão, inaugurando um tempo novo, que chamamos Nova Terra.

Considero útil que todos saibam que nossa equipe selecionou a primeira unidade para o trabalho desde a tenra idade, com o objetivo de constituir por ela uma ponta de lança para o nosso trabalho de difusão das realidades que todos virão a conhecer através deste livro. A junção das outras duas unidades a esta pequena equipe mediúnica constitui fortalecimento e estruturação, além de maior arcabouço anímico para que possamos aperfeiçoar, no que for possível, a qualidade das comunicações que realizaremos.

Estes três em especial, assumiram um compromisso de serviço muito sério junto à Federação Galática entre duas de suas encarnações no plano físico da Terra. Encontrando-se os três no Centro de Difusão do Cósmico Saber na cidade astral de Eldorado candidataram-se, conscientes de seus próprios débitos, à uma encarnação excursional ao planeta Hyparian. Ali desenvolvem diferentes atividades sob a minha orientação pessoal. Experienciaram um mundo de regeneração plena, e tento-o vivido por cerca de 200 anos hyparianos, retornaram ao plano astral da Terra, onde pouco mais de 2 anos se passaram, assumindo a tarefa de difundir e trabalhar ativamente para inspirar à tantos quanto fosse possível a construção de um novo mundo.

Isto porque o potencial latente da humanidade terrestre impressiona a todos os seres confederados engajados no seu projeto ascensional. Mas a medida da potência é também a medida do risco, e se a humanidade terrestre não se comprometer de fato com a sua transformação interior, a difícil trilha percorrida pelos zephyrianos pode ser também o caminho de um futuro próximo para os terráqueos.

O meu convite é para que você, a quem este simples livro encontrou, tenha a coragem de superar seus medos mais íntimos e se debruçar com determinação e perseverança na busca por autoconhecimento, conhecimento e fraternidade. Estamos aqui para impulsionar o potencial que já habita em cada ser humano. Mas não podemos impor qualquer ação que seja contrária a sua natureza, pois isto seria se opor ao ritmo de sua jornada, e todos estamos sob a Lei. O domínio e evolução de sua natureza depende exclusivamente de cada um de vocês.”

Saudações Y

Shell Y An

 

[…]

Descritivos

Descrição de Zephyr

Alpha Aurigae, a maior estrela da constelação conhecida na Terra por Cocheiro, é um sistema solar quadruplo composto duas estrelas menores e duas maiores. A intensidade da luz oriunda desta família estelar de natureza vermelha e amarela pode ser reconhecida como um dos corpos celestes mais brilhantes avistados da Terra. Em Zephyr, o quarto planeta de sua órbita, a intensidade luminosa de Aurigae se traduzia em uma atmosfera de céu alvo durante o dia, e uma noite ligeiramente tingida de vermelho por uma das estrelas menores, dependendo do estágio translativo do planeta, que há 60.000 ciclos terrestres atrás, abrigava em sua crosta 15 bilhões de seres humanóides encarnados.

As cidades zephyrianas eram extremamente modernas. Seu urbanismo era pautado na funcionalidade e na produtividade e qualquer estrutura pública que pudesse desviar a atenção dos cidadãos de sua função vital à organização social eram consideradas inúteis e não faziam parte da paisagem geral. Já não haviam jardins, bosques, florestas e reservas naturais. Os altíssimos prédios metálicos rasgavam de forma agressiva os horizontes planetários. A maioria das cidades já optara por construções sem janelas, totalmente climatizadas e iluminadas artificialmente, medidas estas que privilegiavam a produção funcional, evitavam o contato com a poluição atmosférica radical e poupavam de alguma forma os habitantes de lidar com o rigor climático, cada vez mais vertiginoso.

Habitantes de Zephyr

Os habitantes de Zephyr, conhecidos como zephyrianos ou simplesmente “O Povo de Zephyr”, eram uma raça adâmica semelhante aos seres humanos da terra em sua constituição fisiológica: dois braços, duas pernas, tronco, mãos, pés, cabeça, olhos, nariz, boca. Sistema nervoso, circulatório, digestivo, respiratório. Sua pele, devido a irradiação das estrelas orbitadas pelo planeta, possuia tonalidade rosada, em sintonia biológica com a intensa luminosidade atmosférica. As cores expressivas dos olhos se manifestavam em tons de preto, verde, azul e lilás, assim como os cabelos variavam entre o prateado, branco e dourado.

A civilização zephyriana

A civilização zephyriana atingira, nos últimos 20 mil ciclos solares, o ápice do desenvolvimento tecnológico. A ciência zephyriana era considerada pelas civilizações circunvizinhas como uma referência de conquista tecnológica e aplicação dos conhecimentos universais à funcionalidade social do planeta.

O fluxo funcional da vida social era assunto de estado muito sério em Zephyr. Com 15 bilhões de habitantes, o controle populacional foi estabelecido através de um rigoroso programa genético de reprodução, que limitava o crescimento da população em 0,1% ao ano. Sem a necessidade do agrupamento familiar, os cidadãos do planeta foram estimulados a viver sozinhos, o que reduziu infinitamente o tamanho das habitações e os impulsionou ao exercício de sua função social coletiva. A pobreza dos relacionamentos mais profundos e laços familiares estreitos eram compensadas pelo governo com pequenas drágeas gelatinosas de cor verde florescente conhecidas como Pílulas de Felicidade, uma espécie de droga lícita estimulante, que mantinha a produtividade, a funcionalidade e a euforia dos cidadãos. Aliás, a engenharia química de Zephyr era tão avançada que os cientistas criaram em laboratório as condições sociais adequadas para que o planeta continuasse a avançar vertiginosamente na conquista de novas tecnologias sem que, no entanto, a concepção moral e filosófica da civilização acompanhassem o ritmo. Zephyr era fruto de um coletivo oriundo da fusão dos individuos em classes funcionais, e não da unidade de um povo sob um ideal de vida e evolução.

A funcionalidade a produtividade eram valores absolutos para o governo planetário, já que a continuidade da raça e sua supremacia eram a meta última de seus líderes. Qualquer preço era pago pelos avanços científicos e tecnológicos necessários para viabilizar a consolidação da espécie, ainda que a revisão dos valores morais muitas vezes acusavam a degradação espiritual daquele povo. O senso de utilitarismo e contribuição para com o organismo social maior eram o ápice de uma vida.

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

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