Somos Todos Iguais

– Sem qualquer dúvida – confirmou o orientador –; recursos psíquicos, nesse ou naquele grau de desenvolvimento, são peculiares a todos, tanto quanto o poder de locomoção ou a faculdade de respirar, constituindo forças que o Espírito encarnado ou desencarnado pode empregar no bem ou no mal de si mesmo. Ser médium não quer dizer que a alma esteja agraciada por privilégios ou conquistas feitas.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 135-143.

O Desafio da transformação interna

“– No entanto – comentei –, e se os nossos irmãos encarnados, visivelmente confiados à devassidão, resolvessem reconsiderar o próprio caminho?… se voltassem à regularidade, através da renovação mental com alicerces no bem?…

– Ah! isso seria ganhar tempo, recuperando a si mesmos e amparando com segurança os amigos desencarnados… Usando a alavanca da vontade, atingimos a realização de verdadeiros milagres… Entretanto, para isso, precisariam despender esforço heroico.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 135-143.

Mensageiros de Jesus

Jesus espera pela formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do seu Reino.

Tudo o que existe dentro da Natureza é a ideia exteriorizada. O Universo é a projeção da Mente Divina e a Terra, qual a conheceis em seu conteúdo político e social, é produto da Mente Humana.

A palavra esclarece.

O exemplo arrebata.

Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor.

Cristo é a meta de nossa renovação.

 

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 115-123.

Mistérios profundos

A partir do vazio que se encontra além de todos os vazios, desenvolvem-se as emanações que, semelhantes as plantas e misteriosas sustentam o mundo. (…) Uma tal série sugere a profundidade além da profundidade do mistério do ser (…) Eles enumera os extratos espirituais conhecidos pela mente introvertida na meditação. Representam o fato de a noite escura da alma não ter fim.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 267.

Homem Cósmico

O discípulo foi abençoado pela visão que transcende o alcance do destino humano normal, equivalente a um vislumbre da natureza essencial do cosmos. Não seu destino pessoal, mas o da humanidade, da vida como um todo, do átomo e de todos os sistemas solares, foi posto diante dos seus olhos; e em termos passíveis de apreensão humana, isto é, em termos de uma visão antropomórfica: o Homem Cósmico.

(…) De modo correspondente, o Homem Cósmico manifestou-se, na Palestina, como judeu; na Alemanha antiga, como alemão, entre os Basutos, como negro no Japão, como japonês. A raça e a estatura da imagem que simboliza Universal imanente transcendente tem alcance histórico, e não semântico; o mesmo ocorre com o sexo: a Mulher Cósmica, que aparece na iconografia dos jainismas, É um símbolo tão eloquente quanto Homem Cósmico.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 229-230.

AUM

A sílaba simbólica AUM, que é o equivalente verbal dos quatro estados de consciência e do seus campos de experiência. (A: Consciência vígil; U: Consciência onírica; M: Sono sem sonhos. O silêncio em torno da sílaba sagrada é Imanifesto Transcendente. (…) Assim sendo, o Deus se encontra tanto dentro como fora do adorador. (…) Dessa maneira, todos os aspectos da vida tornou-se suportes da meditação. Vive-se em meio a um sermão silencioso o tempo inteiro.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 184.

Crescimento Espiritual

A agonia da ultrapassagem das limitações pessoais é a agonia do crescimento espiritual.  A arte, a literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas ascéticas são instrumentos destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes que o limitam e a alcançar esferas de percepção em permanente crescimento. (…) Por fim, a mente quebra a esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que transcende todas as experiências da forma – todos os simbolismos todas as divindades:  a percepção do vazio inelutável.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 177-178

Fantasias familiares

É evidente que as fantasias infantis que todos ainda acalentamos no inconsciente surgem continuamente nos mitos, contos de fadas e nos ensinamentos da Igreja, como símbolos do ser indestrutível. Isso nos ajuda, pois a mente sente-se em casa com as imagens e parece lembrar-se de algo já conhecido. Mas essa circunstância também se configura como obstrução, já que os sentimentos terminam por se manter nos símbolos e resistem  apaixonadamente a todo esforço de ir além deles.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 166

A essência do tempo

Pois a essência do tempo é o fluxo, a dissolução do momentaneamente existente; e a essência da vida é o tempo. (…) O paradoxo da criação, do surgir dar formas temporais a partir da eternidade, é o segredo germinal do pai. Ele jamais pode ser efetivamente explicado. (…) O herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e, por um momento, ascende a um vislumbre da fonte.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 142.

Sacramentos

(…) somos unidos às imagens imortais da força iniciatória, através da operação sacramental na qual o homem, desde o início dos seus dias na Terra, afastou os terrores de sua fenomenalidade e ascendeu à visão transfiguradora do ser imortal

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 137-138.