Arrependimentos…

(…) (Bronnie) Ware Passou muitos anos cuidando de gente que enfrentava a própria mortalidade. Quando perguntava as pessoas sobre seus arrependimentos, ou sobre algo que fariam diferente, descobriu temas similares em todas. Em ordem decrescente, os cinco mais comuns eram estes: gostaria de ter me deixado ser mais feliz – Demoraram muito a descobrir que a felicidade é uma escolha: gostaria de ter mantido contato com meus amigos – Falharam muito constantemente em dar-lhes o tempo e atenção que mereciam; gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos – frequentemente foi pesado demais lidar com bocas caladas e sentimentos presos, gostaria de não ter trabalhado tanto – causou muito remorso tempo demais gasto como ganhar a vida em vez de construí-lá.

Por mais duros que sejam estes arrependimentos, um outro ocupa o primeiro lugar: Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse. Sonhos semirrealizados e esperanças não concretizadas: Esse foi o arrependimento número um expresso por quem estava prestes a morrer. Como Ware colocou: “A maioria das pessoas não honrou nem metade dos sonhos e teve de morrer sabendo que isso foi causado pelas escolhas que fizeram, ou que deixaram de fazer”.

Livro de Bronnie Ware citado por Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, pp. 189-190.

Tudo isso é Magia

Pois existem três grandes eventos na vida do homem: o Amor, a Morte e a Ressurreição num novo corpo; e a Magia controla todos os três. Pois, para conhecer plenamente o amor; você deve voltar a mesma época e ao mesmo lugar que a pessoa amada, e deve se lembrar e ama-la novamente. Mas, para renascer, você tem de morrer estar pronto para um novo corpo; para morrer, você tem de nascer; e, sem amor, você não pode nascer. E tudo isso é Magia!

Um trecho do “Mito da Deusa” como encontrado na Wicca gardneriana.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 66.

Morte e ressurreição

Existe um tema comum em mitos pelo mundo afora, o relacionado a morte e a ressurreição. O simbolismo é muitas vezes aprofundado, acrescendo-se uma descida ao submundo, com posterior retorno. Nós encontramos esse mito na descida de Ishtar ao Mundo dos Mortos e na busca por Tannaz; na pedra dos cachos dourados de Sif; na perda das maçãs douradas de Idunn; na morte na ressurreição de Jesus; Na morte na ressurreição de Shiva e muitos mais. Basicamente, todos representa uma chegada do outono e do inverno, seguida pelo retorno da primavera e do verão; a figura principal representando o espírito da vegetação.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 64-65.

A fogueira

Uma estimativa grosseira do número total de pessoas queimadas, enforcadas ou torturadas até a morte sob acusação de Bruxaria é nove milhões. Obviamente nem todas eram seguidoras da Antiga Religião. Tratava-se de uma ótima oportunidade para alguns se verem livres de qualquer cum contra o qual tivessem algum rancor.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 40.

Caça as Bruxas

Habitantes de vilas inteiras onde se suspeitava haver uma ou duas Bruxas morando eram enviados à morte aos brados de: “Matai-os todos… O Senhor reconhecerá os seus!”.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 40.

Sonhos e vida após a morte

Não é difícil ver como a crença na vida após a morte surgiu. Na raiz disso, estava os sonhos. (…)

Quando o homem dormia, ele estava, aos olhos da sua família e seus amigos, como morto. É verdade que, no sono, ele ocasionalmente se movia e respirava, mas com exceção disso, estava sem vida. Ainda assim, quando acordava ele podia contar que tinha passado a noite caçando na floresta. Podia contar que havia encontrado e conversado com amigos que, na verdade, estavam mortos. Os outros com quem ele falava podiam acreditar nele, pois também tinham vivenciado esses mesmos sonhos, Eles sabiam que ele não havia tirado os pés da caverna, mas também sabiam que ele não estava mentindo. Parecia que o mundo dos sonhos era um mundo material. Havia árvores e montanhas, animais e pessoas. Até os mortos estavam lá, parecendo imutáveis muitos anos após a morte. Nesse outro mundo, portanto, o homem devia precisar das mesmas coisas de que precisava neste mundo”.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 33-34.

Inverno e Verão

O ano era dividido naturalmente em dois. No verão, os alimentos podiam ser cultivados, e por isso a Deusa predominava; no inverso, os homens e mulheres tinham de se voltar para a caça, portanto o que predominada era a energia do Deus. (…) O Deus Cornífero passou a ser visto mais como um deus da natureza em feral, um deus da morte e de tudo o que existe depois dela. A Deus ainda regia a Fertilidade e o Renascimento (…)

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 32.

Primícias do mistério cósmico maior

O Cristianismo precisa transcender-se a si mesmo e se descobrir, não como uma outra doutrina eclesiástica partidária, mas como primícias do mistério cósmico maior que se deixará conhecer à esta geração.

A comunhão do Filho com o Pai e do Pai com o Filho simboliza a verdade de que os pequenos hábitos que comungamos diariamente enquanto família humana nos fazem habitar uns nos outros. A medida em que amamos e valorizamos os sentimentos que partilhamos, nos tornamos imortais uns para os outros, e neste sentido, a morte de um é a morte de todos, e a vida de um é a vida de todos.

Descobrimos nossa natureza eterna, habitamos o templo do interior uns dos outros. Descortinamos à consciência, que jazia na ignorância, um mais amplo sentido de comunhão e comunidade a um só tempo, no eterno que nos contém.

Raymond Buckland

Tudo está em mudança

“Tudo está em mudança; nada morre. O espírito vagueia, ora está aqui, ora ali, e ocupa o recipiente que lhe agradar… Pois o que existiu já não é, e o que não existiu começou a ser; e assim todo ciclo de movimento se reinicia”. “Apenas os corpos em que habita o eterno, imperecível, incompreensível Eu, perecem.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 35.

Citando Ovídio e Bagavaguita.