Mistérios do Reino dos Céus

“Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus; a vós foram revelados os mistérios; falamos a sabedoria de Deus, misteriosa; e somos administradores dos mistérios de Deus e conhecemos todos os mistérios; e nos tendo revelado os mistérios; e sendo da irmandade dos mistérios, tornamos conhecidos os mistérios dos Evangelhos, mistérios que se mantiveram ocultos desde a origem; guardando o mistério da fé na pureza” etc. Estas frases, e muitas outras de igual significação, encontram-se em: Mateus 13:11, Marcos 4:11, Lucas 8:10; Romanos 11:25, 16:25, I Coríntios 2:7, 4:1, 13:2, 14:2, 15:51; Efésios, 1:9, 3:3, 3:4, 3:9, 5:32; Colossenses 1:26, 1:27, 2:2, 4:3, II Tessalonicenses 2:7, I Timóteo 3:9, 3:16, Revelação 1:20, 10:7, 17:5, 17:7.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 77.

Princípios Místicos

“(…) as doutrinas secretas e os mistérios que Jesus veio à terra revelar e transmitir constituíam um dom transcendental de Deus, passado aos Apóstolos escolhidos, que deveriam considerar-se guardiães destas coisas, e não simples recipientes de uma bênção. Eles deviam, como guardiães dessas verdades e mistérios, divulgá-los e aplicá-los, dispensando-se de conservá-los dentro de si como uma possessão pessoal legitima.

Vemos nesta ideia um dos primeiros princípios místicos, mantidos como lei e como prática fundamentais pelos devotos seguidores de várias irmandades e organizações místicas de hoje. A rara sabedoria divina, que chega ao místico sincero através de revelações ou pelo estudo de antigos manuscritos constantes dos arquivos da sua irmandade, não deve ser tida, pelos que a ela têm acesso, como um poder intelectual ou como dons que sobrelevam seu valor pessoal, para servi-lo egoistamente no domínio da vida. (…) ele se transformará num instrumento, como um servo que trabalha nas vinhas da Humanidade, de Deus e da Consciência universal divina.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 74-75.

Busca Revelada

“(…) Nos séculos que precederam à Sua vinda, houve, no Egito, Índia, Pérsia e outros setores do Oriente Próximo, escolas e movimentos secretos dedicados à perpetuação de sabedoria revelada. (…) Havia também, em cada um desses países, uma ou mais organizações secretas formadas de livres pensadores, filósofos, místicos iluminados e religiosos que buscavam a verdade sobre os mistérios da vida e preferiam as revelações espirituais e cósmicas que lhes vinham como uma bênção de Deus e uma dádiva para a Humanidade, e, pouco a pouco, abandonaram as antigas tradições, superstições e crenças mitológicas dos seus ancestrais. Portanto, em todas as terras houve, durante séculos, luta entre os que buscavam a verdade revelada e os protetores das formas mais antigas e falsas de religião.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 41-42.

Akhenaton o Grande Fundador

“O filho e o neto de Tutmés III patrocinaram a continuação da Fraternidade secreta, permitindo que esta crescesse em tamanho e atividade. Em 1378 C. nasceu Akhenaton, bisneto de Tutmés III. Ele tornou-se o grande reorganizador e fundador da organização mundial chamada Grande Fraternidade Branca, que se originou da Fraternidade secreta criada na antiguidade.

O plano original da Fratemidade secreta era reunir os mais sábios homens e mulheres do Egito, especialmente os Magos mais avançados, com a finalidade de discutirem, analisarem, registrarem e preservarem o grande conhecimento que constituía a luz do mundo. O Egito havia se tornado centro da cultura e do conhecimento científico do mundo, o que é comprovado pelas notáveis realizações de seu povo, liderado pelos sábios homens de ciência em geral. Estudantes de todas as partes do mundo iam ao Egito para obter a educação mais elevada da época e para entrar em contato com as escolas de mistério, como eram chamadas, dirigidas pela Fraternidade secreta.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 176.

Força e Compreensão de Maria

“(…)Ana então disse: “Não vês que Maria é prudente e forte para sua idade e abençoada com a compreensão não só desta vida mas também da outra que ela trouxe consigo ao nascer? Mais um ano e ela estará mais forte e suficientemente preparada para ir ao Templo sozinha, sem seus pais, como ocorreu da primeira vez.” Joaquim concordou. Quando a menina fez três anos, era excepcionalmente vivaz e dotada de compreensão interior.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 93.

Artigos de Fé da Grande Fraternidade

“É possível apresentar aqui os artigos de fé dos Essênios, tais como estão registrados em documentos antigos e secretos. Embora esses artigos de fé sejam apresentados de forma ligeiramente diferente nos vários ramos da organização essênia, estão indubitavelmente baseados nos artigos de fé adotados pela Grande Fraternidade Branca, ao tempo em que foi estabelecida a organização essênia.

Número Um: Deus é princípio; Seus atributos só se manifestam através da matéria, ao homem exterior. Deus não é pessoa, nem se revela ao homem exterior em qualquer forma de nuvem ou glória. (Note a semelhança deste artigo com a declaração de João IV 24: “Deus é Espírito, e os que O adoram têm de adorá-Lo em espírito e verdade”.)

Número Dois: O poder ou a glória do domínio de Deus não aumenta nem diminui segundo a crença ou descrença do homem; e Deus não põe de parte Suas leis para agradar a humanidade.

Número Três: O ego no homem é de Deus, uno com Deus sendo consequentemente imortal e eterno.

Numero Quatro: As formas do homem e da mulher são manifestações da verdade de Deus, mas Deus não está manifesto na forma do homem ou da mulher como um ser.

Número Cinco: O corpo do homem é um templo no qual habita a alma, por cujas janelas vemos as criações e evoluções de Deus.

Numero Seis: Por ocasião da transição ou separação do corpo e da alma, a alma entra naquele estado secreto em que nenhuma das condições da terra tem qualquer encanto, mas a brisa suave e o grande poder do Espírito Santo oferecem conforto e consolo para os extenuados ou ansiosos que estão à espera de novas atividades. Aqueles, entretanto, que fracassam em utilizar as bênçãos e dons de Deus, que seguem os ditames do tentador, dos falsos profetas e das ardilosas doutrinas dos iníquos, permanecem no seio da terra até que sejam libertos dos poderes aprisionadores do materialismo, purificados e enviados ao reino secreto. (Isto explica o antigo termo místico “preso à terra”, com referência àqueles que ainda ficam escravizados a tentações materiais por algum tempo após a transição.)

Número Sete: Guardar o dia santo da semana, para que a alma possa comungar em espírito e ascender e entrar em contato com Deus, descansando de todos os labores e usando de bom discernimento em todas as ações.

Número Oito: Manter silêncio nas disputas, fechar os olhos diante do mal e fechar os ouvidos aos blasfemadores. (Isto equivale ao original da lei oriental, “não falar o mal, não ver o mal e não ouvir o mal”.)

Número Nove: Preservar as doutrinas sagradas contra os profanos jamais falar delas àqueles que não estejam preparados ou qualificados para compreendê-las, e estar sempre pronto a revelar ao mundo o conhecimento que possa capacitar o homem a elevar-se a maiores alturas.

Número Dez: Permanecer fiel às amizades e a todas as relações fraternas, até a morte; em qualquer circunstância ligada à confiança, nunca abusar do poder ou do privilégio recebido; e em todas as relações humanas, ser benévolo e capaz de perdoar, mesmo aos inimigos da fé.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 27-29.

Não Crie

“A primeira instrução de prática que Rinpoche me deu foi: “Não crie”. Ele me disse: “Deixe sua mente em seu estado natural – não faça nada. Quando pensamentos e sensações surgirem, apenas deixe que surjam. Quando eles se forem, apenas os deixe ir. Não tente manipulá-los“. E depois partiu para o Tibete por seis meses…”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018, p. 148.

Quando a Prática Penetra a Mente

“Quando a discípula segura a caixa de joias nas mãos, ela relaxa, para de chorar e finalmente entende a natureza do relacionamento como todo” Quando a discípula recebe a caixa de joias, ela recebe as bênçãos -o verdadeiro sentido da prática. Podemos dizer que a caixa de joias é uma metáfora da prática que penetra a nossa experiência, também conhecida como liberação. E o que é liberação? É o mundo além da objetificação. Quando a prática penetra a mente, mesmo que apenas por um instante de bodicita, um instante de ver a natureza sem fronteiras das coisas, um instante de fé, nós nos tornamos argola. Gancho e argola – professor e aluno – se unem…”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 164-165.

A Prática do Servir

“Quando servimos os seres com toda a nossa força, nossa aspiração de beneficiá-los nos conduz em direção à verdade maior da interdependência. A medida que nossa sabedoria da interdependência e da natureza sem fronteiras das coisas aumenta, também aumenta nossa compaixão e a tendência a servir. Você vê a relação entre estes dois? Sem a visão mais ampla, nós simplesmente tentaríamos consertar as coisas em nosso mundo limitado e objetificado. E sem a prática do servir, não teríamos como sair desse mundo.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 114.

Acolher a Complexidade

“(…) Estou curiosa para saber o que meu pai vai dizer de minha resposta à sua pergunta. Não surpreendentemente, ela me trouxe de volta, mais uma vez, para o Caminho do Meio e para o fascínio que eu tenho pelo poder de uma pergunta aberta. Mas também me inspirou a clarificar o que eu vejo como um equívoco comum: que perderemos nossa clareza e inteligência se desistirmos de nossos pontos de vista mais fortes. Acreditamos que acolher a complexidade irá nos imobilizar. Enquanto escrevo este livro e contemplo a sabedoria do Darma, enquanto escuto e converso com outros e enquanto observo o mundo ao meu redor, fico mais e mais convencida de que acolher a complexidade traz à tona a profundidade, inteligência e compaixão da nossa humanidade.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 107.